Operação DNA do Crime: empresários são presos e caminhões de lixo apreendidos em SC
A Operação DNA do Crime, prendeu empresários e bloqueou R$ 66 milhões e 95 veículos em SC nesta terça-feira (2).
A sexta fase da Operação Mensageiro teve um novo e importante desdobramento na manhã desta terça-feira (2). Batizada de Operação DNA do Crime, a ação cumpriu mandados em Gaspar, Blumenau e Curitiba, tendo como alvos empresários ligados ao escândalo do lixo em Santa Catarina.
Com foco na recuperação do patrimônio público, a operação buscou garantir o ressarcimento aos cofres do Estado em caso de futuras condenações.
Prisões e bloqueio milionário
Ao todo, foram expedidos 15 mandados de busca e apreensão e sete de prisão contra empresários suspeitos de integrar a organização criminosa. Uma empresa com sede em Gaspar teve caminhões de coleta de lixo apreendidos.
A Justiça determinou ações drásticas contra o patrimônio dos investigados:
- Apreensão de 95 veículos pesados e de passeio.
- Bloqueio de 19 imóveis.
- Bloqueio de aproximadamente R$ 66 milhões, valor decorrente de suposta lavagem de dinheiro.
De acordo com o Ministério Público, os investigados utilizavam estratégias diversas para dar uma aparência de legalidade aos bens e valores adquiridos por meio de corrupção de agentes públicos e fraudes em licitações. O esquema envolvia o uso de “laranjas” e a celebração de contratos e empréstimos fictícios entre empresas e pessoas físicas do mesmo grupo.
A origem da “DNA do Crime”
A operação deflagrada nesta terça-feira é um braço da 6ª fase da Operação Mensageiro, que ocorreu em agosto de 2025. Naquela época, três pessoas da mesma família, integrantes da empresa Saays Soluções Ambientais, de Gaspar, foram presas. A empresa presta serviços para pelo menos três prefeituras catarinenses.
O nome “DNA do Crime” foi escolhido justamente porque a base da organização criminosa investigada, responsável por articular a lavagem de capitais, é familiar: composta por irmãs, filhos, cunhados e noras.
Relembre as fases da Operação Mensageiro
A Operação Mensageiro é uma das maiores ofensivas contra a corrupção na história de Santa Catarina. Relembre o histórico:
- Primeira fase (Dezembro/2022): Cumprimento de 15 mandados de prisão preventiva e 108 de busca. Resultou na prisão de três prefeitos: Deyvisonn Souza (Pescaria Brava), Luiz Henrique Saliba (Papanduva) e Antônio Rodrigues (Balneário Barra do Sul). O prefeito de Itapoá, Marlon Neuber, também foi alvo de pedido de prisão.
- Segunda fase (Fevereiro/2023): Desdobramento das provas iniciais. Resultou na prisão dos prefeitos Antônio Ceron (Lages) e Vicente Corrêa Costa (Capivari de Baixo).
- Terceira fase (Fevereiro/2023): Focada no Sul do Estado, prendeu o prefeito de Tubarão, Joares Ponticelli, e seu vice, Caio Tokarski.
- Quarta fase (Abril/2023): Ação massiva com 18 mandados de prisão em cidades como Massaranduba, Três Barras, Corupá, Braço do Norte, entre outras.
- Quinta fase (Abril/2024): Expandiu o escopo para contratos de água e iluminação. Prendeu o prefeito de São João do Itaperiú, Clezio Fortunato, e o vice, Jaime Antônio de Souza.
- Sexta fase (Agosto/2025): Foco em lavagem de capitais, corrupção e organização criminosa, dando origem à atual Operação DNA do Crime.
Fonte: NSC
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