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Glória Menezes em 'Torre de Babel' — Foto: Globo/Jorge Baumann
Brasil

Morre aos 91 anos a atriz Glória Menezes, um dos maiores ícones da televisão brasileira

Lenda da teledramaturgia nacional marcou época em mais de seis décadas de carreira, com passagens marcantes no teatro, cinema e novelas.

Éder Luiz

Éder Luiz

Glória Menezes em 'Torre de Babel' — Foto: Globo/Jorge Baumann

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A teledramaturgia brasileira perdeu nesta terça-feira (18) um de seus nomes mais brilhantes. A atriz Glória Menezes morreu aos 91 anos, em seu apartamento no Rio de Janeiro. Segundo informações da assessoria de imprensa da artista, o falecimento ocorreu por causas naturais.

Nascida Nilcedes Soares de Magalhães em Pelotas (RS), no dia 19 de outubro de 1934, Glória construiu uma trajetória sólida e inconfundível que atravessou mais de seis décadas. Sua estreia oficial na televisão aconteceu na Globo em 1967, na novela Sangue e Areia, onde interpretou a heroína Doña Sol.

Foi nos sets de gravação e nos palcos que ela encontrou o grande amor de sua vida, o ator Tarcísio Meira, com quem foi casada por quase 60 anos. Juntos, formaram um dos casais mais admirados e emblemáticos do país, tanto na vida pessoal quanto protagonizando dezenas de parcerias inesquecíveis em novelas e minisséries, como o clássico seriado Tarcísio & Glória (1988). Tarcísio faleceu em agosto de 2021, vítima de complicações da Covid-19.

Carreira brilhante e marcada por grandes sucessos

Ao longo de sua passagem pela TV Globo, Glória Menezes integrou o elenco de mais de 40 novelas, eternizando personagens que até hoje vivem na memória do público. Entre seus trabalhos de maior repercussão estão produções históricas como Irmãos Coragem (1970), Pai Herói (1979), Guerra dos Sexos (1983), Brega & Chique (1987), Rainha da Sucata (1990) — na qual deu vida à inesquecível Laurinha Figueroa —, A Próxima Vítima (1995), Torre de Babel (1998), Senhora do Destino (2004) e A Favorita (2008).

Seu último trabalho fixo em novelas foi em Totalmente Demais, exibida em 2015. Nos últimos anos, a atriz vivia de forma mais reservada, mas seguiu sendo reverenciada pela importância histórica de sua arte. Em 2026, recebeu uma nova e justa homenagem da emissora ao eternizar seu nome na Calçada da Fama.

No cinema, seu nome também ficou marcado na história cultural do Brasil ao estrelar o premiado longa-metragem O Pagador de Promessas (1962), dirigido por Anselmo Duarte, que conquistou a prestigiada Palma de Ouro no Festival de Cannes.

A partida de Glória Menezes encerra um dos capítulos mais ricos da cultura nacional, mas deixa um legado eterno na história da arte brasileira.


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