Morre trabalhador que levou descarga elétrica e caiu de poste em Joaçaba
Morre trabalhador que levou descarga elétrica e caiu de poste em Joaçaba
Morreu na madrugada desta quarta-feira, 10, o homem que foi vítima de uma forte descarga elétrica seguida de queda de uma altura de aproximadamente 6 metros enquanto trabalhava. O acidente aconteceu no último dia 18 de novembro no bairro Boa Vista, Rua Egídio Vencatto, em Joaçaba.
Dirceu Cordeiro, 57 anos, morador do bairro Rupp em Herval, estava em coma desde o dia do acidente na UTI do Hospital Universitário Santa Terezinha (HUST). Segundo informações, na queda ele teve frauta de crânio, fratura nos arcos costais e fratura em um dos tornozelos, além de receber uma descarga elétrica de aproximadamente 300 volts. Ele vinha sendo mantido sedado e respirava com a ajuda de aparelhos.
Dirceu trabalhava há aproximadamente 20 anos na área e no momento do acidente prestava serviço para uma empresa contratada pela Celesc em uma rede. Os colegas de trabalho afirmaram que todo o procedimento necessário de segurança foi adotado, mas não se sabe o motivo da rede estar energizada, o desligamento cabe a Celesc. Segundo informações, ele estaria a cerca de 6 metros do chão, quando ao tentar acoplar o cinto de segurança no poste recebeu a descarga elétrica e caiu. O primeiro atendimento a vítima foi realizado por um morador das proximidades que é funcionário do Samu, depois o Corpo de Bombeiros deu sequencia e transportou o trabalhador até o Hospital universitário Santa Terezinha.
Gesto nobre
Assim que os familiares tiveram a confirmação da morte cerebral de Dirceu Cordeiro decidiram por doas o fígado. A retirada do órgão foi feita na madrugada de hoje no HUST, por uma equipe do próprio hospital, um dos poucos da região que tem capacidade para o procedimento. Toda a logística foi acionada para garantir que o fígado chegasse a um paciente de São Paulo. Logo pela manhã um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) desceu no aeroporto municipal Santa Terezinha com a missão de realizar o transporte do órgão até a Capital paulista. Do hospital até o aeroporto a Polícia Militar abriu caminho para a ambulância que transportava a caixa com o fígado, que tão logo chegou ao aeroporto foi colocado à bordo para que fosse levantado voo. O percurso até SP durou aproximadamente duas horas.
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