Mulher acusada de fingir ser adolescente passa por audiência nesta quarta-feira
Amanda Maria Souza de Oliveira, de 38 anos, está presa desde junho e é investigada por estelionato e falsa identidade.
Amanda Maria Souza de Oliveira, de 38 anos, será ouvida nesta quarta-feira (19) durante a audiência de instrução e julgamento do processo que apura o caso em Joinville, no Norte de Santa Catarina. Ela responde por estelionato e falsa identidade após, segundo a investigação, após fingir ser uma adolescente e convivido durante mais de um ano com uma família que acreditava ter acolhido uma menina de 12 anos.
A audiência está marcada para as 18h, no Fórum de Joinville. Conforme o advogado Lúcio Sousa, que representa Amanda, o depoimento será realizado de forma remota, diretamente do presídio onde ela está detida.
A mulher foi presa no dia 2 de junho. Amanda completou 38 anos em 10 de junho, poucos dias depois da prisão.
Como o caso começou
A aproximação com a família teria ocorrido inicialmente por meio de um pastor de uma igreja local. Na época, Amanda teria se apresentado com o nome de Gabriele e afirmado que tinha 18 anos, além de experiência profissional na área de panificação e interesse em conseguir um emprego.
Com o passar do tempo, de acordo com as informações do caso, ela passou a relatar problemas de saúde e dificuldades financeiras. A situação fez com que a família se aproximasse e oferecesse ajuda, chegando inclusive a fornecer o medicamento Mounjaro, utilizado para tratamento relacionado à perda de peso.
Depois de conquistar a confiança dos moradores, a mulher teria apresentado uma nova versão sobre sua identidade. Ela afirmou que, na realidade, teria apenas 11 anos e relatou supostos episódios de violência e maus-tratos.
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Diante da história, o casal decidiu acolhê-la em casa. A família acreditava que a menina havia deixado o Pará justamente em razão dos problemas que teria enfrentado.
Durante o período em que permaneceu na residência, a mulher chegou a receber uma festa de aniversário referente aos supostos 12 anos e ganhou um quarto preparado com decoração e brinquedos infantis. Ao todo, ela teria permanecido por 14 meses convivendo com a família.
Suspeita levou à descoberta
A situação começou a ser questionada após uma denúncia feita por uma tia. As suspeitas foram posteriormente relatadas ao pai adotivo, o que levou a família a procurar a polícia no fim de maio. A investigação resultou na prisão de Amanda no início de junho.
Com a audiência desta quarta-feira, serão ouvidas as partes envolvidas no processo e produzidas as manifestações previstas nessa etapa judicial. Após o encerramento da instrução, acusação e defesa ainda terão a oportunidade de apresentar as alegações finais, com suas considerações sobre as provas reunidas e os pedidos ao Judiciário.
Somente depois dessa fase o processo estará pronto para que o juiz analise o caso e profira a sentença. A decisão não deve ser tomada necessariamente no mesmo dia da audiência.
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