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Operação Ave de Rapina – Polícia Federal recolheu documentos em empresa de Joaçaba

Operação Ave de Rapina - Polícia Federal recolheu documentos em empresa de Joaçaba

Éder Luiz

Éder Luiz

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A operação da Polícia Federal (PF) que apura crimes contra a administração pública do município de Florianópolis teve diligência cumprida na manhã desta quarta-feira 12, em Joaçaba. A Operação Ave de Rapina, que prendeu 13 pessoas na Capital, teve em Joaçaba o cumprimento de mandado de busca e apreensão de documentos em uma empresa localizada na Avenida XV de Novembro. Os policiais estiveram logo cedo na empresa e saíram sem dar maiores informações sobre os trabalhos.

segundo divulgou o portal G1, em Florianópolis o presidente da Câmara de Vereadores, César Faria (PSD), foi levado pela Polícia Federal (PF) para prestar esclarecimentos na manhã desta quarta-feira (12). Ele é um dos investigados pela PF.

De acordo com a PF, o objetivo da operação é desarticular uma suposta organização voltada para a prática de crime na administração pública de Florianópolis. As investigações comprovaram a existência de um esquema de corrupção em três órgãos, relacionado ao recebimento de dinheiro de empresários por servidores públicos, segundo a polícia.

Pelas investigações, os órgãos que teriam o esquema de corrupção são a Câmara de Vereadores, Instituto de Planejamento Urbana de Florianópolis (Ipuf) e Fundação Cultural Franklin Cascaes. As investigações começaram em meados de novembro de 2013.

No total, foram expedidos 15 mandados de prisão e cumpridos 13. Um dos presos é o presidente da Fundação Franklin Cascaes, João Augusto Freyesleben Valle Pereira. Até a publicação desta reportagem, o vereador Badeko (PSD) e um empresário estavam foragidos. Dos 38 mandados de busca e apreensão, todos foram cumpridos. Além disso, cinco pessoas foram encaminhadas para prestar depoimento na PF, incluindo o presidente da Câmara de Vereadores.

Esquemas de corrupção

Os servidores receberiam o dinheiro dos empresários em troca da manutenção ou elaboração de contratos milionários. De acordo com a PF, foi comprovado que empresas especializadas em radares e lombadas eletrônicas simulavam concorrência em licitações com o apoio de servidores para garantir a elaboração de contratos com o poder público. Em troca, pagavam mensalmente propina aos integrantes da organização criminosa.

Durante as investigações, foi comprovada a realização de depósitos e saques do dinheiro referente à propina, com a utilização da conta de terceiros. Foi feita a apreensão de um valor de aproximadamente R$ 100 mil no Rio Grande do Sul, juntamente com aditivos contratuais superfaturados, destinados ao município de Florianópolis

Com informações do G1 SC


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