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Polícia Civil prende na região quadrilha que aliciavam motoristas para desviar e furtar cargas

Polícia Civil prende na região quadrilha que aliciavam motoristas para desviar e furtar cargas

Éder Luiz

Éder Luiz

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A Polícia Civil, por meio da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Caçador, deflagrou uma operação, nesta segunda-feira, 3, em Caçador e Ouro, que desarticulou uma associação criminosa que agia na subtração de cargas na região meio-oeste catarinense. Foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e quatro mandados de busca e apreensão, resultando na apreensão de dois veículos, uma arma de fogo com numeração suprimida, munições, documentos e um aparelho celular que havia supostamente sido roubado no estado de São Paulo, mas vinha sendo utilizado pela esposa de um dos presos.

A quadrilha, investigada há quatro meses, era responsável por aliciar motoristas de transportadoras na região de Caçador, oferecendo R$ 60 mil em dinheiro para que o motorista aderisse ao “esquema”. As cargas desviadas giravam em torno de meio milhão de reais, geralmente cargas de fios de cobre. Somente neste ano, as empresas de transporte e de matéria prima de Caçador tiveram um prejuízo de mais de R$ 3 milhões com subtração de cargas.

Segundo o delegado Fabiano Locatelli, que coordenou a investigação, a quadrilha, que tinha um “braço” em Caçador, agia de forma bastante organizada e contava com apoio de serviços técnicos especializados para a desativação dos sistemas de rastreamento dos caminhões. “Um técnico entrava na cabine do caminhão no início da viagem e desabilitava os rastreadores sem que as empresas responsáveis pela segurança e monitoramento das cargas percebessem”, destacou.

As carretas eram desacopladas dos caminhões-tratores ao entrarem no Paraná e os rastreadores eram retirados do semi-reboque e instalados do cavalo que, depois, seguida até o estado de São Paulo onde eram abandonados.

Os motoristas passavam a noite num hotel em São Paulo e, no dia seguinte, quando a carga já havia chegado ao destino, o fato era comunicado à Polícia Civil do Estado de São Paulo, onde as informações repassadas eram inverídicas, impossibilitando inclusive uma investigação sobre o caso.


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