A reconstituição de um homicídio que aconteceu no último dia 10 de junho foi realizada embaixo da ponte Jorge Lacerda em Joaçaba nesta sexta-feira, 05. O trabalho fará parte do inquérito policial sobre o crime. Participaram da reconstituição a Polícia Civil, Instituto Geral de Perícias (IGP) e Departamento de Administração Prisional (DEAP).
Os dois homens apontados como autores do homicídio, Renato da Silva, o Índio, e Odair José, o Zé, estiveram presentes no local. Ambos estão recolhidos no presídio regional de Joaçaba em prisão temporária. Eles confessaram o crime quando foram presos e mostraram como tudo teria acontecido. A vítima, um homem que permanece sem identificação, foi morto com uma pedrada na cabeça e facadas que também atingiram a cabeça.
Um de cada vez os acusados foram até o local onde o crime aconteceu, um espaço embaixo da ponte no lado de Joaçaba. Segundo eles, a vítima foi surpreendida no momento que mantinha relações sexuais com a mulher de Índio. As versões dadas pelos dois divergem em alguns pontos, mas o que ficou claro é que cada um desceu por um lado da ponte, houve uma discussão e a vítima foi atingida por uma pedra, que foi atirada por Índio. Zé foi o autor da facada na região do pescoço da vítima. Depois o corpo foi jogado mais para a barranca do rio, até ser colocado na água, onde foi encontrado alguns dias depois.
Tudo foi registrado pelos peritos do IGP, que vão elaborar um laudo que fará parte do inquérito. O delegado Davyd Girardi é responsável pelas investigações. Segundo ele, o inquérito está dentro do prazo de 30 dias e a reconstituição servirá como fator importante para que a justiça possa analisar o caso e oferecer denúncia aos investigados.
Corpo ainda sem identificação
O corpo da vítima ainda está no Instituto Médico Legal de Joaçaba(IML). Algumas famílias já compareceram para tentar identificar o homem, mas sua identidade permanece um mistério. Na época do crime a informação era que ele seria um andarilho que estava de passagem por Joaçaba.
As impressões digitais do cadáver já foram colhidas por peritos do IGP, mas se não houver uma identificação positiva o corpo poderá ser liberado e será sepultado como indigente.
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