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Policial ferido no assalto a banco em Seara foi salvo pelo colete a prova de balas

O cabo Christ, 39 anos (21 anos de Polícia) falou à reportagem da Rádio Rural e da 96 FM de Concórdia.

Éder Luiz

Éder Luiz

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O cabo Christ, 39 anos (21 anos de Polícia) falou à reportagem da Rádio Rural e da 96 FM de Concórdia. Ele foi alvejado por um tiro, que atingiu o colete, na madrugada desta terça-feira durante um assalto à agência do Banco do Brasil de Seara.

Em entrevista ao repórter Ederson Vilas Bôas, Christ contou em detalhes como foi a ação dos bandidos e de que forma foi alvejado quando atendia à ocorrência: “Estávamos fazendo rondas. Pelo rádio, o operador nos informou sobre o assalto. Próximo à Rádio Belos Montes, um dos assaltantes atirou e, neste momento, fui atingido. Ficamos escondidos numa residência próxima. Graças a Deus eu estava protegido pelo colete balístico”, relatou o policial que está internado no hospital São Francisco. Segundo ele, eram aproximadamente cinco veículos envolvidos na ação (dois deles foram abandonados no interior de Seara).

Segundo Christ, haviam três bandidos no pátio de um posto de combustível, fortemente armados, com metralhadoras e fuzil. “O problema é que não podíamos revidar, pois eles estavam com aproximadamente quatro reféns. As pessoas que iam passando na rua eles mandavam ficar parados no local. E nós temos que pensar na integridade física da população, por isso não revidamos, enquanto os bandidos se machucarem alguém, ferir um inocente não estão nem aí”, destaca.

Na entrevista, o cabo Christ destacou a alta periculosidade da quadrilha. “Eles estavam fortemente armados. Possivelmente o bandido que atirou em mim estava com um fuzil”, assinala. O policial, que ficou com um hematoma, permanece em observação, mas o quadro clínico não é grave. Em frente ao Banco do Brasil de Seara, ainda podem ser vistos os vestígios do tiroteio. Carros da Polícia Militar foram atingidos e muitas capsulas de munição estão espalhadas. O policial contou que quando chegaram ao local perceberam duas explosões. “Houve duas explosões. Na verdade eles foram direto ao cofre, nem mexeram nos caixas eletrônicos. Explodiram a primeira vez a porta e um cofre que fica no interior da agência. Com certeza estavam com uma equipe muito bem estruturada”, explicou.

O cabo Christ disse à reportagem da Rádio Rural que jamais havia passado por um momento tão tenso e perigoso. “Desse tamanho não. A sorte é que eu estava de lado e a bala ricocheteou, se estivesse de frente, com certeza teria me matado, por se tratar de uma bala de grosso calibre”, finalizou.


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