Projeto “Caminho do Contestado” busca transformar ferrovia abandonada em grande rota turística
O projeto "Caminho do Contestado" pretende transformar 372 km de trilhos abandonados em um corredor turístico.
Transformar os trilhos abandonados do trecho catarinense da antiga ferrovia São Paulo-Rio Grande em um gigantesco corredor turístico. Esse é o principal objetivo do Instituto Caminho do Rio do Peixe (Icarpe) com o projeto “Caminho do Contestado”.
A proposta foi apresentada recentemente, no município de Videira, ao deputado federal Valdir Cobalchini (MDB), que assumiu o compromisso de trabalhar politicamente pela efetivação da ideia. “É uma obrigação minha, como representante da região, trabalhar por esse projeto”, afirmou o parlamentar.

Ciclovia de 372 quilômetros
De acordo com Sady Zago, presidente do Icarpe, o trecho mapeado fica entre os municípios de Porto União (SC) e Marcelino Ramos (RS), passando inclusive por várias cidades do Meio-Oeste, como Videira, Herval e Caçador. São 372 quilômetros de extensão que possuem um enorme potencial para se transformar em uma ciclovia de longo curso, inspirada em modelos que já fazem muito sucesso em países europeus.
“A ferrovia está abandonada há mais de 30 anos, com o mato tomando conta dos trilhos e todo o patrimônio histórico sendo deteriorado. Essa será uma forma de preservá-lo”, destaca Zago.

Trâmites burocráticos e agenda em Brasília
Apesar da excelente ideia, tirar o projeto do papel exige superar alguns obstáculos burocráticos sobre o uso da linha férrea. Com a extinção da Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA), o patrimônio retornou para o Governo Federal e, atualmente, está sob concessão da empresa Rumo.
Atualmente, existe um grupo de trabalho no Governo Federal estudando qual será o destino definitivo desses trilhos inativos. O foco do Icarpe é conseguir a concessão ou a cessão de uso dessas áreas específicas para viabilizar as obras.
Para acelerar esse processo, o deputado Valdir Cobalchini anunciou que vai agendar, para os próximos dias, uma reunião em Brasília. O objetivo é permitir que os representantes do Icarpe e os prefeitos da região apresentem o projeto diretamente ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e ao Ministério dos Transportes.
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