Rua Sergipe: famílias ainda não tem previsão de retornar para suas casas
Rua Sergipe: famílias ainda não tem previsão de retornar para suas casas
Três meses após o desmoronamento de terra na Rua Sergipe, localizada bairro Santa Tereza em Joaçaba, as 13 famílias que foram orientadas pela Defesa Civil a deixarem suas residências ainda não tem uma data definida para que possam voltar para suas casas.
Atualmente, nove famílias estão recebendo o valores referentes ao aluguel social para custear a locação de outro imóvel. As demais não se encaixaram nos critérios estabelecidos para este benefício, mas também foram retiradas do local. Há ainda, outras duas famílias que apesar do risco, não saíram das antigas residências.
A situação gera impaciência por parte dos moradores, que querem restabelecer suas vidas, onde semre moraram "Minha mãe tem 81 anos e viveu sua vida aqui, Dorme na minha casa mas, todos os dias tenho que trazer ela aqui durante o dia para ficar na casa dela ,se não, fica aborrecida, chora e nem comer não quer. É dificil para ela se acostumar, deixar tudo para trás". comentou César Augusto Veloso, filho da moradora.
Os moradores reclamam da demora por parte da Prefeitura em fazer algo no local e da dificuldade em obter informações "Estamos numa casa alugada pagando água, luz e IPTU e essas mesmas despesas nas casas que ficaram, sendo que está tudo abandonado estragando. A Prefeitura quebrou as pedras no morro, sumiu e não dá informações e prazos. Enquanto isso, o tempo passa e só Deus sabe quando iremos voltar".reclamou Osvaldino Damasceno, um dos moradores.
Laudo De Geólogo designado pelo MP aponta que o desmoronamento teve causa natural
Após o desmoronamento, um laudo inicial feito por um geólogo contratado pelo Município apontou como uma das possíveis causas para o desmoronamento o volume de água pluvial vinda do loteamento que fica acima da Rua Sergipe, porém, um novo laudo, confeccionado por um geólogo designado do Ministério Público (MP), apontou uma causa natural.
De acordo com o novo documento, o desmoronamento foi um evento natural no qual atuaram fatores como: presença de água subterrânea na interface do solo, fraturas no solo semelhantes à da encosta, alta inclinação da encosta e elevado índice pluviométrico que gerou aumento de peso no solo.
“O fluxo de água subterrânea é natural na área, e portanto, não é possível afirmar que existe relação direta entre os deslizamentos e o despejo de águas pluviais do loteamento. Corrobora tal entendimento o fato que a maior aporte na encosta de águas superficiais provenientes do loteamento ocorre em ponto localizado a oeste da área onde houve o escorregamento, local no qual, até o momento não ocorreram movimentações.” Cita o laudo.
Apesar da constatação de causa natural para o deslizamento, o laudo expõe que existem pontos que podem ser trabalhados para minimizar as situações e o risco aos moradores na base da encosta. As recomendações foram as seguintes:
- Estabilizar o ponto no qual houve o escorregamento através de um projeto de contenção de encosta além da eliminação das rochas instáveis.
- Manter as desocupações estabelecidas pela defesa civil.
- Criar um Plano Municipal de Redução de Riscos.
O que diz a prefeituraAlvo de uma liminar do Ministério Público pedindo a execução de medidas no local teve início no mês de março e já foi concluída.Fonte: Redação Portal Éder Luiz.
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