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Servidores lotaram o local da assembléia.
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Sem acordo sobre reajuste salarial, servidores públicos de Joaçaba entram em estado de greve

Sem acordo sobre reajuste salarial, servidores públicos de Joaçaba entram em estado de greve

Éder Luiz

Éder Luiz

Servidores lotaram o local da assembléia.

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Os servidores públicos municipais de Joaçaba se reuniram na noite desta quarta-feira, 03, para discutir sobre a proposta de reajuste salarial de 9% oferecida pela administração. No encontro, que aconteceu na sede do Sindicato dos Comerciários, foram tomadas decisões importantes, entre elas a adoção do estado de greve.

Durante o encontro, a proposta de reajuste feita pela administração foi rejeitada e o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, que representa também os servidores do Simae, foi autorizado a continuar as negociações que buscam a revisão salarial baseada no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), de 10.96%. Outros encaminhamentos aprovados pela assembléia foram a realização de uma manifestação na noite de hoje na Câmara de Vereadores, durante a sessão ordinária, para mostrar a insatisfação dos servidores, e um ato de repúdio que será realizado nesta sexta-feira, 05, às 18h, em frente ao prédio da prefeitura municipal.

Porém, a decisão que mais teve repercussão foi a decretação do estado de greve para o município. "Isso ocorre em razão da não negociação, da falta de sensibilidade da administração em estar negociando o INPC e pelas justificativas apresentadas, que não convencem". Revelou o presidente do Sindicato, Jorge Luiz Rosa.

Com a decisão, uma greve pode ser deflagrada a qualquer momento. "Esta greve pode ser parcial ou total e pode ser deflagrada a qualquer momento dentro do serviço público municipal, incluindo o Simae". Comentou o presidente.

"Deixamos bem claro que para que tudo isso aconteça iremos seguir todos os ritos legais preconizados pela lei. Se for o caso avisaremos a comunidade com antecipação, publicaremos esta informação, não faremos nada de uma hora para a outra sem que haja a legalidade. Nossa maior preocupação é a sociedade, que ela não seja atingida com mais este erro da administração. Estamos abertos a negociar para que isso não seja necessário, mas infelizmente a administração está empurrando o resultado para este caminho". Disse o presidente do Sindicato.

Entenda mais

Um projeto foi encaminhado à Câmara neste começo de ano, o Poder Executivo concedia reajuste de 9%. No final de 2015 o projeto que chegou a casa legislativa previa reajuste de 5%. Nesta semana o projeto de 9% recebeu Pedido de Vistas do vereador Ademir Righi (PMDB), já que não houve consenso sobre a proposta entre as partes envolvidas.

Durante esta semana a secretária de finanças da Prefeitura, Iria Rodriguez Torrico, disse que não existirão novas negociações.

"Não temos como aumentar esse reajuste, pois o prefeito Rafael Laske exige que os nossos colaboradores e fornecedores sejam pagos em dia. Chegamos ao limite e não haverá outras negociações. Se esta discussão durar mais tempo, quem será prejudicado serão os nossos servidores que já deixaram de usufruir dos 9% no salário de janeiro”. Disse a secretária.


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