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STJ solta PMs de SC suspeitos de extorquir foragido
Santa Catarina

STJ solta PMs de SC suspeitos de extorquir foragido

STJ manda soltar PMs de SC presos por suspeita de cobrar propina de R$ 500 mil para não prender foragido em Itapema.

Éder Luiz

Éder Luiz

STJ solta PMs de SC suspeitos de extorquir foragido

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Dois policiais militares de Santa Catarina, presos sob suspeita de receber R$ 500 mil para não prender um foragido em um hotel de luxo em Itapema, foram soltos nesta semana. A libertação ocorreu entre quarta (18) e quinta-feira (19), após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) considerar a prisão preventiva desproporcional e revogar a detenção dos agentes.

O caso investigado aconteceu em 6 de dezembro. Bruno Israel dos Santos Czerwonka e Milton Prestes dos Santos Junior foram ao hotel para checar uma denúncia sobre o paradeiro de José Osvaldo Dell’Agnolo, suspeito de chefiar uma fraude financeira de mais de R$ 1 bilhão. Segundo a denúncia, em vez de cumprirem o mandado, os policiais teriam exigido o dinheiro e dólares em espécie para liberar o procurado.

Horas após essa primeira abordagem, a PM recebeu uma nova denúncia, enviou outra equipe ao hotel e prendeu o foragido, que guardava R$ 5 milhões em espécie no quarto. Em depoimento, o empresário relatou que havia sido acordado pelos primeiros policiais com a pergunta sobre “quanto valia sua liberdade”. Confrontados pela própria corporação, os agentes não apresentaram versões coerentes e acabaram presos em flagrante no mesmo dia.

A decisão de soltura foi assinada pelo ministro Reynaldo Soares da Fonseca. Ele justificou que a prisão era uma medida excessiva, pois os réus são primários, não utilizaram violência no suposto crime e já cumpriam nove meses de detenção sem sentença. Com a liberdade, a Justiça determinou que os policiais estão proibidos de viajar por mais de dez dias e devem comparecer a todas as etapas do processo.

Em nota, a defesa dos policiais nega o crime. Os advogados afirmaram que a decisão do STJ corrige uma prisão sem justificativa e reforçaram que os agentes cooperam com as investigações, que estão próximas do encerramento. A reportagem não conseguiu contato com a defesa do foragido.


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