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Um ano após tragédia com balão em Praia Grande, famílias ainda aguardam respostas sobre tragédia

Um dos acidentes mais graves da história recente do balonismo no Brasil completa um ano neste sábado, 21 de junho. A tragédia ocorreu em Praia Grande, no Sul de Santa Catarina, quando um balão de ar quente que transportava 21 pessoas pegou fogo durante o voo e caiu, provocando a morte de oito ocupantes.

O caso teve repercussão nacional e levantou questionamentos sobre a segurança da atividade, considerada uma das principais atrações turísticas da região. Desde então, familiares das vítimas seguem em busca de respostas e cobram a responsabilização dos envolvidos, conforme reportagem do NSC Total.

Na manhã daquele 21 de junho de 2025, o passeio turístico seguia normalmente quando um incêndio atingiu a estrutura da aeronave. O fogo se espalhou rapidamente e comprometeu as condições de voo. Parte dos ocupantes conseguiu saltar antes da queda, mas oito pessoas não sobreviveram.

Entre as vítimas estavam os joinvilenses Everaldo da Rocha, de 53 anos, e Janaina Moreira Soares da Rocha, de 46 anos. A filha do casal, Luana da Rocha, também participava do passeio e conseguiu sobreviver ao acidente.

Vítima que morreram na tragédia

Ao longo do último ano, a investigação buscou esclarecer as circunstâncias da tragédia. Quatro meses após o acidente, a Polícia Civil concluiu o inquérito sem indiciar qualquer pessoa, entendimento que gerou forte reação das famílias das vítimas. Posteriormente, o Ministério Público solicitou a reabertura das apurações, que seguem em andamento.

Enquanto aguardam a conclusão do processo, parentes das vítimas continuam defendendo mudanças que possam evitar novas ocorrências semelhantes.

O acidente também acelerou discussões sobre a regulamentação do balonismo turístico no país. Em resposta às preocupações levantadas após a tragédia, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) iniciou um processo de atualização das normas para a atividade.

Saiba mais

As novas regras estabelecem critérios mínimos para balões, pilotos e empresas operadoras. Entre as exigências estão a certificação ou regularização das aeronaves, presença obrigatória de equipamentos de segurança, contratação de seguro para passageiros, habilitação específica para pilotos e orientações obrigatórias aos turistas antes dos voos.

Além disso, municípios que recebem operações comerciais de balonismo passarão a ter participação mais ativa na fiscalização, no cadastramento de áreas de decolagem e no acompanhamento das condições de segurança.

Considerada um marco para o setor, a nova regulamentação está sendo implantada em etapas e deverá ser concluída até 2028. Para familiares das vítimas, porém, o principal desafio continua sendo a busca por respostas definitivas sobre as causas da tragédia que marcou Santa Catarina e o Brasil há exatamente um ano.

Luan

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