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Um ano do tornado que assustou a região Oeste de Santa catarina

Nesta quarta-feira (20) completa um ano da passagem de um tornado pelas cidades de Xanxerê e Ponte Serrada.

Éder Luiz

Éder Luiz

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Nesta quarta-feira (20) completa um ano da passagem de um tornado pelas cidades de Xanxerê e Ponte Serrada. Os danos causados pelos ventos, que chegaram a 250 Km/h, deixaram centenas de famílias com casas total ou parcialmente destruídas, construções caídas e quatro pessoas mortas. Mesmo após 365 dias, quando as marcas físicas já não estão mais presentes, as psicológicas não deixam ninguém esquecer daqueles momentos de pavor.

Daquele dia em diante, olhar a previsão do tempo e temer ventos fortes passou a ser rotina em toda a região. Santa Catarina possui apenas um radar meteorológico em Lontras, mas ele não consegue cobrir 100% do território do estado e não previu o mau tempo que estava chegando ao Oeste. Dali, surgiu a promessa da instalação de um novo radar, na região Oeste, mas um ano depois, o processo de construção ainda nem começou.

O local para instalação já existe. O terreno, localizado no Loteamento Desbravadores, Bairro Vila Real, foi definido pelas condições de acesso e energia e por não oferecer bloqueio de sinal, uma das exigências para garantir a eficiência de operação. Em contato com o coordenador regional da Defesa Civil, Clair Bazzi, que explicou que a instalação ainda não pode ser iniciada pois, o processo de desmembramento do terreno ainda não foi concluído.

– O local onde será instalado o radar é de área verde e, por isso, é necessário fazer um estudo ambiental para que a implantação seja feita dentro da lei. Precisamos fazer o corte das árvores e já trabalhar o replantio – afirma Bazzi.

Mesmo com essas etapas a cumprir, o coordenador afirma que já há contato com a empresa que fará a construção do radar e que faltam apenas os trâmites legais para que o contrato seja assinado e a construção comece. A previsão do Governo do Estado é que o radar esteja em pleno funcionamento em abril de 2017.

O tornado

O cenário era de total destruição. Postes caídos, ferro retorcido, objetos, roupas, móveis e até uma casa inteira foram arremessados para o meio das ruas por onde o fenômeno passou. Apavorados, os vizinhos se encontravam em meio a tragédia para tentar entender o que havia acontecido. Parecia apenas uma garoa, seria só mais uma chuva, mas não foi.

Foram necessários muitos meses até que a cidade fosse reconstruída e, mesmo hoje, um ano depois, nem tudo está como deveria. De acordo com o Prefeito Ademir Gasparini (Miri) cerca de 90% das áreas atingidas já foram reconstruídas.

– Todo o processo de recuperação tem suas fases. Nós tivemos praticamente 450 postes que foram levados pelo tornado. Então houve aquele tempo necessário para reposição de todos os postes. Houve o tempo necessário também para que a gente, com os recursos e condições que nós tínhamos, fazer um primeiro atendimento em locais mais críticos por onde passou o tornado. E a falta de recurso também, porque o tornado levou praticamente todo o planejamento financeiro do município de 2015. Nós tivemos que tirar recursos de outras Secretarias para colocar no atendimento da população, na reconstrução – afirmou o prefeito.

Fonte: Tudo Sobre Chapecó.net


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