Fotos: RS Agora
O tornado que atingiu o noroeste do Rio Grande do Sul na noite desta terça-feira (28) deixou um rastro de destruição em municípios da região. As primeiras avaliações apontam danos severos em residências, centenas de árvores derrubadas, prejuízos no meio rural e pessoas feridas. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram a força do fenômeno e os estragos provocados pela passagem do tornado.
A cidade de Giruá foi uma das mais afetadas. Segundo a prefeitura, as comunidades de Rincão dos Coimbras, Rincão dos Mellos, Rincão dos Ribeiros, Amaral e Melgarejo registraram os maiores danos provocados pelo evento climático.
As informações preliminares indicam que diversas residências sofreram danos de grande intensidade, além da queda de inúmeras árvores e prejuízos envolvendo animais. O município confirmou que pessoas ficaram feridas, embora o número de vítimas e o estado de saúde delas ainda não tenham sido detalhados oficialmente.
Logo após a passagem do tornado, equipes do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Secretaria Municipal de Saúde e Secretaria de Obras foram mobilizadas para prestar atendimento às vítimas, desobstruir estradas e restabelecer o acesso às comunidades isoladas. Máquinas pesadas também foram utilizadas para retirar árvores e destroços das vias.
Além de Giruá, o fenômeno também foi registrado nos municípios de Sete de Setembro e Senador Salgado Filho, onde moradores filmaram a formação do tornado enquanto a tempestade avançava pela região.
Segundo o meteorologista Luiz Fernando Nachtigall, da MetSul Meteorologia, o tornado foi gerado por uma supercélula, considerada o tipo mais intenso de tempestade e a que apresenta maior potencial para produzir fenômenos extremos.
As supercélulas possuem uma corrente ascendente em rotação, conhecida como mesociclone, característica que favorece a formação de tornados. Além disso, esse tipo de tempestade costuma provocar chuva intensa, granizo de grande porte, forte atividade elétrica e rajadas de vento destrutivas.
De acordo com o especialista, as condições atmosféricas eram extremamente favoráveis para esse tipo de fenômeno. A combinação entre calor intenso — com temperaturas próximas de 33°C na região —, elevada umidade e forte variação dos ventos em diferentes altitudes criou um ambiente altamente instável, permitindo o desenvolvimento da supercélula responsável pelo tornado.
Ainda durante a manhã de terça-feira, a MetSul já havia alertado para o elevado risco de ocorrência de tornados no noroeste gaúcho devido às condições meteorológicas excepcionais.
Os tornados costumam se formar no encontro entre massas de ar quente e úmido com ar frio e seco. Os ventos desses fenômenos podem atingir velocidades superiores a 300 km/h e, nos casos mais intensos, chegar perto de 400 km/h, provocando destruição significativa ao longo de sua trajetória.
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