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Vereadores solicitam prestação de contas completa do carnaval de 2016

Vereadores solicitam prestação de contas completa do carnaval de 2016

Éder Luiz

Éder Luiz

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O vereador Vilmar Zilio, em parceria com os vereadores Ademir Righi e Chico Lopes apresentam, em sessão desta terça-feira, dia 17, da Câmara de Vereadores de Joaçaba, um Pedido de Informação a ser encaminhado para a Liga Independente das Escolas de Samba de Joaçaba e Herval D’ Oeste – Liesjho. Através deste documento, o grupo vai solicitar que a Liga encaminhe à Câmara a prestação de contas completa referente ao carnaval de 2016.

Os vereadores explicam que a solicitação a ser encaminhada à Liga se faz necessária porque os documentos que chegaram à Câmara – entregues pela Liga – prestam contas apenas dos R$ 600.000,00 que a entidade recebeu da prefeitura de Joaçaba e não dos valores recebidos pelo governo o Estado e federal. Zilio lembra que quando a Câmara fez a solicitação dos documentos a Liga, no início deste ano, já pediu que toda a documentação fosse encaminhada, mas que, mesmo assim, foi entregue apenas uma parte da mesma.

De acordo com Chico, Righi e Zilio, com os documentos entregues pela Liga não será possível averiguar com transparência todos os recursos envolvidos na organização do evento. Permanecendo ocultas, por exemplo, receitas com verbas estaduais e federais, carnafolia, venda de ingressos, camarotes, bebidas, camisas e publicidade. Os vereadores questionam por que a Liga – a exemplo de anos anteriores – dificulta a entrega da prestação total de contas para à Câmara.

Righi ressalta ainda que a bancada do PMDB questiona o repasse feito pela prefeitura para o carnaval de 2016 no valor de R$ 600.000,00. Pois, em dezembro de 2015, os vereadores fizeram cortes no orçamento e retiraram 300 mil do carnaval repassando a ouras fontes. Em janeiro de 2016, a prefeitura encaminhou a Câmara dois projetos de lei (3.417 e 3.419) de suplementação de dotação orçamentária e convenio com a Liga, o que permitiu que a prefeitura fizesse o repasse no valor total de 600 mil, como proposto anteriormente.

Mesmo com discordância destes três vereadores, os projetos foram aprovados. Eles questionam, junto ao Ministério Público, se houve legalidade neste repasse com base na legislação eleitoral e aguardam posicionamento da instituição.

Texto: Adriana Panizzi


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