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Brasil
Caminhoneiros descartam paralisação após acordo com governo federal
Medida provisória que reforça piso mínimo do frete garante normalidade no transporte e afasta risco de desabastecimento.
A possibilidade de paralisação dos caminhoneiros em Santa Catarina foi descartada após reuniões realizadas nesta quinta-feira (19) em Itajaí. Segundo informações do Portal SCC SBT, a categoria decidiu aceitar as medidas adotadas pelo Governo Federal, o que garantiu a continuidade das atividades sem interrupções.
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De acordo com as informações, a decisão veio após a publicação de uma medida provisória que reforça a fiscalização do piso mínimo do frete e impede o transporte de cargas com valores abaixo do estabelecido por lei. A nova regra traz maior segurança aos caminhoneiros e busca evitar práticas consideradas desleais no setor.
Durante a manhã, a preocupação com uma possível greve chegou a provocar filas em postos de combustíveis em algumas cidades do estado. No entanto, as autoridades garantiram que não há risco de desabastecimento, e a situação já foi normalizada.
A Polícia Rodoviária Federal confirmou que não houve registro de bloqueios ou concentração de caminhoneiros nas rodovias, com o tráfego seguindo normalmente em todo o estado.
Além disso, a Justiça Federal determinou a proibição de bloqueios nas BR-101 e BR-470, bem como nos acessos aos portos de Itajaí e Navegantes. A decisão prevê multas que podem chegar a R$ 100 mil para empresas ou entidades e R$ 10 mil para pessoas físicas em caso de descumprimento, além de outras penalidades previstas em lei.
Ainda conforme as informações, órgãos como a Agência Nacional do Petróleo (ANP) e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) afirmaram que não há indícios de falta de combustíveis no estado, mesmo diante do cenário internacional.
A medida provisória nº 1.343/2026, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, estabelece que o transporte de cargas só poderá ser realizado com o Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), documento que reúne informações como origem, destino e valor do frete. Sem esse registro, a viagem não pode ser iniciada.
A nova regulamentação, segundo o governo, fortalece o cumprimento do piso mínimo e garante maior equilíbrio nas relações entre caminhoneiros e empresas do setor.
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