Governo federal sanciona novo piso do magistério e salário mínimo dos professores passa para R$ 5,1 mil
Reajuste de 5,4% entra em vigor em 2026, amplia categorias contempladas e estabelece novas regras para atualização anual.
O governo federal sancionou nesta sexta-feira (19) a lei que define o novo piso salarial nacional dos profissionais do magistério da educação básica. Com a mudança, o valor mínimo passa a ser de R$ 5,1 mil para docentes com jornada de 40 horas semanais, representando um reajuste de 5,4% em relação ao piso de R$ 4.867,77 praticado em 2025.
A atualização terá efeitos financeiros retroativos a janeiro de 2026 e garante ganho real aos profissionais da educação. Isso porque o percentual supera a inflação acumulada no ano passado, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que fechou 2025 em 3,9%.
Além do reajuste salarial, a nova legislação amplia o grupo de trabalhadores contemplados pela política de valorização profissional. Passam a ser reconhecidos como integrantes do magistério não apenas os professores em sala de aula, mas também profissionais que desempenham funções de apoio pedagógico, como direção escolar, supervisão, coordenação e planejamento educacional.
Outra novidade diz respeito à forma de cálculo dos reajustes futuros. A partir de agora, o piso nacional será atualizado anualmente por meio de ato do Ministério da Educação (MEC), que deverá ser publicado até o último dia útil de janeiro de cada ano.
Pelas novas regras, a correção será baseada em dois indicadores: a variação anual do INPC e metade da média de crescimento real das receitas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) registrada nos cinco anos anteriores.
A legislação também estabelece limites para os reajustes. O aumento anual não poderá ser inferior à inflação oficial medida pelo INPC, mas também não poderá superar a evolução das receitas do Fundeb entre os dois anos anteriores, incluindo os recursos complementares repassados pela União.
O texto sancionado determina ainda maior transparência na definição dos valores. O Ministério da Educação será responsável por divulgar, todos os anos, a memória de cálculo utilizada para a atualização do piso salarial. As informações deverão ser disponibilizadas em plataforma de dados abertos, contendo detalhes sobre a metodologia aplicada, receitas consideradas e série histórica dos indicadores.
No aspecto financeiro, a lei reafirma que o pagamento do piso do magistério continuará sendo sustentado pelos recursos constitucionais destinados à educação, especialmente aqueles vinculados ao Fundeb. O objetivo é garantir a valorização dos profissionais sem comprometer os investimentos mínimos exigidos para manutenção e desenvolvimento do ensino.
A medida também contempla profissionais contratados temporariamente e trabalhadores da educação infantil. Nesse caso, a legislação reconhece a importância das atividades de cuidado, brincadeira e educação como parte integrante do processo pedagógico desenvolvido nas creches e pré-escolas.
Com a sanção da nova lei, o governo busca fortalecer a política de valorização dos profissionais da educação básica, considerada uma das principais demandas da categoria e um dos pilares para a melhoria da qualidade do ensino público no país.
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