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Região

Júri condena dois homens a mais de 60 anos de prisão por assassinato de homem em situação de rua em Curitibanos

Condenados também deverão indenizar familiares em R$ 110 mil

Luan

Luan

Foto: TJSC

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Após mais de 20 horas de julgamento, o Tribunal do Júri da comarca de Curitibanos condenou dois homens por um homicídio que chocou Santa Catarina pela crueldade e pela tentativa de enganar as autoridades. Somadas, as penas ultrapassam 60 anos de prisão em regime fechado.

O crime aconteceu em fevereiro de 2025, no município de São Cristóvão do Sul. Conforme o processo, a dupla arquitetou um plano para simular a morte de um dos envolvidos. Para isso, atraiu um homem em situação de rua até uma área rural sob o pretexto de prestar ajuda e o matou.

De acordo com a investigação, após o assassinato, os criminosos colocaram o corpo da vítima dentro de um veículo e incendiaram o automóvel às margens da BR-470, numa tentativa de dificultar a identificação do cadáver e comprometer o trabalho das autoridades.

As investigações apontaram ainda que, além do homicídio, os envolvidos criaram uma elaborada encenação para sustentar a falsa versão de que um deles havia sido sequestrado, torturado e morto. Entre as estratégias utilizadas estavam a produção de vídeos, envio de mensagens com ameaças, utilização de identidades falsas e até mesmo a amputação de um dedo para reforçar a história inventada.

Durante o julgamento, o Conselho de Sentença reconheceu que o homicídio foi cometido por motivo torpe, com emprego de meio insidioso e utilizando recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Os jurados também responsabilizaram os réus pelos crimes de destruição de cadáver e fraude processual.

Um dos condenados recebeu pena de 32 anos e três meses de reclusão, enquanto o outro foi sentenciado a 29 anos e 14 dias de prisão. Ambos deverão cumprir a pena inicialmente em regime fechado. A decisão ainda pode ser contestada por meio de recurso.

Além das condenações criminais, a Justiça determinou que os dois paguem, de forma solidária, R$ 110 mil de indenização por danos morais aos herdeiros da vítima.

O julgamento começou às 10h da quarta-feira (1º), foi interrompido próximo da meia-noite e retomado às 8h30 de quinta-feira (2), sendo encerrado por volta das 16h. Ao longo da sessão, foram ouvidas testemunhas e apresentados os elementos reunidos durante a investigação.

Familiares da vítima e dos acusados, estudantes e moradores da região acompanharam o júri na Câmara de Vereadores de Curitibanos. O caso foi considerado um dos mais complexos e de maior repercussão já julgados pelo Tribunal do Júri da comarca, mobilizando forças de segurança durante toda a investigação.


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