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Deivis Marcon Antunes, ex-presidente do Rioprevidência, foi preso em Itatiaia, no RJ — Foto: Reprodução/TV Globo
Campos Novos

Camponovense e ex-presidente do Rioprevidência é preso pela Polícia Federal

Deivis Marcon Antunes foi interceptado em Itatiaia (RJ) após retornar dos Estados Unidos; prisão faz parte da Operação Barco de Papel.

Éder Luiz

Éder Luiz

Deivis Marcon Antunes, ex-presidente do Rioprevidência, foi preso em Itatiaia, no RJ — Foto: Reprodução/TV Globo

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O ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, natural de Campos Novos, foi preso na última terça-feira (3) em uma ação conjunta da Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF). A prisão ocorreu em Itatiaia, no Sul Fluminense, no momento em que ele se deslocava de São Paulo para o Rio de Janeiro.

O momento da prisão

Deivis havia acabado de retornar de uma viagem aos Estados Unidos. Ele desembarcou no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, onde alugou um veículo para seguir viagem por terra até a capital fluminense.

Entretanto, durante o trajeto pela Rodovia Presidente Dutra, o ex-gestor foi interceptado pelos agentes. Após a detenção, ele foi encaminhado à delegacia da Polícia Federal em Volta Redonda e, posteriormente, transferido para a cidade do Rio de Janeiro.

Operação Barco de Papel

A prisão é um dos desdobramentos da segunda fase da Operação Barco de Papel, deflagrada pela PF. A investigação apura irregularidades e crimes financeiros que teriam ocorrido durante a gestão de Deivis à frente do fundo de previdência do estado do Rio de Janeiro.

Ao todo, nesta fase da operação, foram cumpridos:

3 mandados de prisão temporária;

9 mandados de busca e apreensão, realizados em endereços no Rio de Janeiro e também em Santa Catarina.

Procurado, o advogado Paulo Klein, responsável pela defesa de Deivis, disse que não vai se manifestar.

Os outros dois alvos da operação são os irmãos Rodrigo Schmitz e Rafael Schmit. Eles foram presos por policiais federais do Grupo de Capturas da Delegacia de Polícia Federal em Itajaí (SC) em um escritório de advocacia de um familiar, em Itapema.

O esquema

Segundo a TV Globo, Deivis comandava o Rioprevidência — Regime Próprio de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro — até o dia 23 de janeiro, quando renunciou ao cargo após uma operação da Polícia Federal para apurar suspeitas de gestão fraudulenta, desvio de dinheiro e corrupção no fundo dos servidores do estado do Rio de Janeiro. As investigações envolvem investimentos no Banco Master.

Na gestão de Deivis e de outros dois ex-diretores, o fundo de previdência do Rio investiu quase R$ 1 bilhão em letras financeiras do Banco Master: são títulos de investimento de alto risco que não contam com a cobertura do fundo garantidor de crédito.

As investigações se concentram em nove aplicações no Master entre 2023 e 2024 que, segundo a PF colocaram em risco o dinheiro das aposentadorias e das pensões de 235 mil servidores públicos do estado do Rio.

Há mais de um ano, os aportes do Rioprevidência no Master estão na mira do Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ). Em outubro de 2025, o Tribunal proibiu o Rioprevidência de investir em títulos administrados pelo banco e alertou para possível gestão irresponsável de recursos.

Na primeira fase da operação, deflagrada em 23 de janeiro, a PF cumpriu mandado de busca e apreensão no apartamento de Deivis e identificou movimentações suspeitas, como a retirada de documentos do imóvel, a manipulação de provas digitais e a transferência de bens, incluindo dois veículos de luxo, para terceiros.


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