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© Edilson Rodrigues/Agência Senado
Brasil

CPI do Crime Organizado chega ao fim com pedido de indiciamento de ministros do STF e procurador-geral

Relatório final, que será votado nesta terça, aponta supostas irregularidades e destaca avanço do crime organizado no país.

Luan

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© Edilson Rodrigues/Agência Senado

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado encerra suas atividades nesta terça-feira (14) com a apresentação do relatório final, que propõe o indiciamento de autoridades do alto escalão do Judiciário brasileiro. O documento, elaborado pelo senador Alessandro Vieira, será analisado e votado na última sessão da comissão.

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Entre os citados no relatório estão os ministros do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Segundo o relator, há indícios de condutas incompatíveis com as funções exercidas por essas autoridades.

O documento aponta, por exemplo, possíveis situações de conflito de interesse, atuação em processos com impedimentos e decisões que, na avaliação da comissão, teriam impactado investigações. Também é citada suposta omissão por parte do procurador-geral diante de indícios envolvendo autoridades.

Apesar do foco da CPI ser o combate ao crime organizado, nenhuma outra pessoa foi formalmente indicada no relatório além dessas quatro autoridades.

O texto também apresenta um panorama amplo da atuação de organizações criminosas no Brasil. De acordo com os dados levantados, cerca de 90 grupos atuam no país, sendo alguns com presença nacional e até internacional, alcançando 24 estados e o Distrito Federal.

O relatório destaca ainda que aproximadamente 28,5 milhões de brasileiros vivem em áreas com influência do crime organizado, enquanto cerca de 26% do território nacional estaria sob algum tipo de domínio dessas estruturas.

Outro ponto abordado é o impacto da criminalidade violenta. Em 2024, foram registradas mais de 44 mil mortes intencionais no país, com uma taxa de 20,8 casos por 100 mil habitantes. O documento também chama atenção para a expansão de atividades ilícitas e o uso de mecanismos sofisticados para lavagem de dinheiro.

Entre os casos citados está o envolvendo o sistema financeiro, com destaque para operações suspeitas que indicariam conexões com esquemas criminosos. O relatório ainda faz críticas a decisões judiciais que, segundo o relator, teriam limitado o alcance das investigações da CPI.


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