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Alagamentos em SC. Foto: Defesa Civil
Brasil e Mundo

El Niño se confirma em SC e deve se elevar para Super até o fim do ano

Agência norte-americana divulgou atualizou sobre o monitoramento do fenômeno que deve trazer graves efeitos ao Estado.

Luan

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Alagamentos em SC. Foto: Defesa Civil

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O fenômeno El Niño está em processo de formação no Oceano Pacífico e pode alcançar uma intensidade excepcional entre o fim de 2026 e o início de 2027. A atualização foi divulgada nesta quinta-feira (11) pela agência norte-americana responsável pelo monitoramento climático, que elevou significativamente as projeções para o fortalecimento do fenômeno nos próximos meses.

As medições mais recentes apontam que a temperatura da superfície do mar na região do Pacífico Equatorial já está cerca de 0,7°C acima da média histórica. Embora os critérios científicos exijam a manutenção dessas anomalias por vários meses consecutivos para a caracterização oficial do El Niño, especialistas indicam que os sinais observados atualmente não deixam dúvidas sobre o desenvolvimento do fenômeno.

Além disso, os modelos climáticos aumentaram a probabilidade de um episódio de grande intensidade. A estimativa de ocorrência de um chamado “super El Niño” passou de 37% para 63%, com o pico previsto entre novembro deste ano e janeiro de 2027.

Apesar da preocupação, especialistas destacam que um El Niño forte não significa automaticamente a ocorrência de grandes desastres. O fenômeno aumenta a probabilidade de eventos extremos, mas outros fatores atmosféricos e oceânicos também precisam atuar em conjunto para que ocorram situações de maior gravidade.

Impactos esperados em Santa Catarina

Em Santa Catarina, os efeitos do El Niño devem aparecer gradualmente. Durante o inverno, a tendência é de manutenção de características típicas da estação, com a passagem de massas de ar frio e episódios de temperaturas baixas, especialmente ao longo das próximas semanas.

Para julho e agosto, entretanto, a previsão indica temperaturas acima da média climatológica em boa parte do estado. Isso não elimina a possibilidade de frio intenso, mas reduz a frequência e a duração dos períodos mais rigorosos.

Segundo especialistas, massas de ar polar continuarão chegando ao Sul do Brasil, podendo provocar geadas e até episódios de neve nas áreas mais altas da Serra Catarinense quando houver combinação favorável de frio e umidade.

Já durante a primavera e o verão, o cenário muda. Historicamente, o El Niño favorece o aumento da frequência e da intensidade das chuvas no Sul do país. Em Santa Catarina, isso pode resultar em volumes acima da média e maior ocorrência de eventos associados a alagamentos, enxurradas e deslizamentos.

O que é um “super El Niño”?

Embora o termo seja amplamente utilizado, não existe uma classificação oficial chamada “super El Niño”. A expressão costuma ser empregada quando o aquecimento das águas do Pacífico supera 2°C acima da média, um patamar considerado raro pelos meteorologistas.

Dados históricos mostram que, desde 1950, apenas cinco episódios de El Niño atingiram essa intensidade. Caso as projeções atuais se confirmem, o evento previsto para o fim de 2026 poderá figurar entre os mais fortes já registrados.

Outro aspecto observado pelos pesquisadores é a redução do intervalo entre episódios intensos do fenômeno. Enquanto décadas atrás os chamados “super El Niños” demoravam mais de dez anos para ocorrer novamente, os eventos mais recentes têm surgido em períodos cada vez menores.

Diante desse cenário, órgãos de monitoramento seguem acompanhando a evolução das condições oceânicas e atmosféricas, especialmente por causa dos possíveis impactos sobre as chuvas e temperaturas nos estados do Sul do Brasil ao longo dos próximos meses.


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