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Foto: Divulgação/ND Mais
Concórdia

Equipe fica ferida durante resgate de gatos em apartamento de Concórdia

Profissionais precisaram de atendimento após operação em imóvel que abrigava centenas de felinos em condições consideradas insalubres

Luan

Luan

Foto: Divulgação/ND Mais

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Novos detalhes sobre o caso dos gatos mantidos em um apartamento de Concórdia, no Oeste catarinense, revelam a gravidade da situação enfrentada pelas equipes responsáveis pelo atendimento aos animais. Um relatório técnico elaborado após vistorias realizadas nos dias 21 e 22 de maio aponta que seis profissionais sofreram lesões durante os trabalhos no local e necessitaram de atendimento ambulatorial.

Conforme o site ND+, o documento foi produzido após inspeções realizadas no imóvel, que já está sob investigação do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e foi alvo de decisão judicial determinando a retirada dos animais.

De acordo com o laudo, as condições encontradas eram extremamente precárias. O ambiente apresentava acúmulo de fezes, odor intenso, riscos à saúde pública e grande quantidade de gatos vivendo em situação de vulnerabilidade. Os técnicos destacaram que o cenário representava não apenas perigo aos animais, mas também aos profissionais envolvidos na operação.

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O relatório classifica a situação como um caso de “risco ocupacional concreto”, ressaltando que os ferimentos registrados entre integrantes da equipe demonstram os desafios enfrentados durante o trabalho de manejo e resgate dos felinos.

Caso se arrasta há cerca de uma década

Segundo informações da Prefeitura de Concórdia, o problema teria começado há aproximadamente dez anos, quando a moradora do apartamento, uma mulher de 73 anos, possuía apenas dois gatos. Com o passar do tempo, a reprodução sem controle populacional fez o número de animais crescer de forma contínua.

Relatos de autoridades e protetores independentes indicam que, ao longo dos anos, foram feitas diversas tentativas de auxílio, incluindo ofertas de castração e encaminhamento para adoção. No entanto, essas alternativas não teriam sido aceitas pela tutora dos animais.

Em setembro de 2025, um levantamento da Secretaria Municipal de Meio Ambiente apontou a presença de mais de 400 gatos no imóvel. Já durante a vistoria mais recente, os técnicos conseguiram contabilizar 119 felinos, embora tenham destacado que a quantidade exata não pôde ser confirmada devido às dificuldades de acesso e à dispersão dos animais pelos cômodos.

Animais apresentavam sinais de doenças

O laudo também descreve um quadro preocupante em relação à saúde dos gatos. Muitos estavam escondidos em móveis, armários e outros espaços do apartamento, apresentando comportamento assustado e, em alguns casos, agressivo.

Entre os problemas identificados estavam lesões na cavidade oral, infestações por parasitas, quadros de diarreia, emagrecimento acentuado, presença de pulgas e piolhos, além de suspeitas de doenças transmissíveis. Conforme entidades que acompanham a situação, alguns animais apresentavam ferimentos tão severos que tinham dificuldade até mesmo para se alimentar.

O caso segue sendo acompanhado pelos órgãos competentes, que trabalham na retirada gradual dos animais, avaliação veterinária, tratamento e encaminhamento para adoção responsável. As autoridades também buscam garantir condições adequadas para a recuperação dos felinos e a segurança das equipes envolvidas nas operações.


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