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EUA confirmam nova tarifa de 12,5% sobre produtos do Brasil; veja os setores afetados

Governo dos EUA confirmou nova tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros, alegando falhas no combate ao trabalho forçado.

Pedro Silva

Pedro Silva

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Os Estados Unidos anunciaram, nesta quinta-feira (23), a aplicação de uma nova tarifa de 12,5% sobre diversos produtos importados do Brasil. A medida passa a valer a partir desta sexta-feira (24) e foi motivada pela alegação de que o país falha no combate a práticas de trabalho forçado em suas cadeias produtivas.

Entenda o motivo da punição e os produtos atingidos

A investigação conduzida pelas autoridades norte-americanas colocou o Brasil em um grupo de países suspeitos de importar itens oriundos de trabalho forçado entre os anos de 2021 e 2025.

Segundo o argumento dos EUA, ao adquirir insumos de nações que não adotam boas práticas trabalhistas, os produtos chegam ao mercado brasileiro mais baratos. Ao serem exportados, acabam gerando uma concorrência considerada desleal com a indústria americana.

Ao todo, cinco setores brasileiros foram diretamente listados para sofrer a nova taxação: alumínio, algodão, eletrônicos, baterias de lítio e tabaco.

Taxa se soma a outra tarifa imposta pelo governo Trump

O impacto financeiro para os exportadores brasileiros será pesado, pois a nova taxa de 12,5% se soma a uma outra tarifa severa de 25%, que já havia entrado em vigor no último dia 22.

Essa ofensiva comercial é o resultado final de uma investigação aberta especificamente sobre o Brasil em julho do ano passado pelo Escritório do Representante Especial de Comércio dos EUA (USTR), com base na Lei de Comércio de 1974.

A apuração global dos Estados Unidos mirou 60 nações. Além do Brasil, outros 53 países sofrerão a taxação de 12,5%. Já um grupo menor de parceiros comerciais, que inclui Canadá, Equador, Indonésia, México, Paquistão e a União Europeia, recebeu propostas de tarifas levemente menores, fixadas em 10%.


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