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Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Economia

Expectativa do mercado para a inflação de 2026 cai pela sexta semana consecutiva e chega a 5,02%

Pela 6ª semana seguida, mercado financeiro reduz a projeção da inflação para 2026. Boletim Focus do BC aponta IPCA em 5,02%.

Pedro Silva

Pedro Silva

Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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O mercado financeiro voltou a rever para baixo as projeções para a inflação oficial do país em 2026. De acordo com os dados do Boletim Focus, divulgados na manhã desta segunda-feira (10) pelo Banco Central (BC), a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) recuou para 5,02% ao fim do ano.

Esta é a sexta semana consecutiva de queda no indicador. A projeção atual demonstra um alívio em relação aos 5,03% previstos na semana passada e aos 5,16% projetados há um mês.

Projeções para o PIB, dólar e taxa Selic

Além do recuo no IPCA, o relatório do Banco Central trouxe ajustes nas estimativas de crescimento econômico. A previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 passou de 1,99% para 1,98%, quebrando uma sequência de cinco semanas de estabilidade.

Outros indicadores mantiveram as projeções do mercado:

  • Taxa Selic: A estimativa é de que a taxa básica de juros encerre 2026 em 13,75% ao ano.
  • Câmbio: A cotação do dólar permaneceu estável em R$ 5,20, mantendo o mesmo patamar há oito semanas.

Para 2027 e 2028, a maioria dos índices apresentou estabilidade. A única alteração relevante para o ciclo seguinte foi na projeção do PIB de 2027, que caiu de 1,57% para 1,52%. As estimativas de inflação para os próximos dois anos seguem em 4,22% e 3,80%, respectivamente.

Reflexos do corte recente na Selic pelo Copom

A constante revisão para baixo nas projeções de inflação ocorre logo após a mais recente reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), concluída no início do mês. Na ocasião, a taxa Selic foi reduzida em 0,25 ponto percentual, passando de 14,25% para 14% ao ano — o quarto corte consecutivo realizado pelo BC.

O Banco Central utiliza a taxa de juros como instrumento de controle de preços. O corte recente sinaliza uma tentativa de equilibrar o controle da inflação com o estímulo à atividade econômica.

Em sua avaliação, o Copom destacou que a inflação recente tem perdido força, embora permaneça acima do teto da meta. No cenário interno, a autoridade monetária pontuou uma desaceleração gradual da economia, enquanto o cenário externo ainda exige cautela em razão de tensões geopolíticas.

Fonte: Agência Brasil


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