Filhos presenciam morte de mãe em aldeia indígena no Oeste
Crianças de 1 e 3 anos estavam no local quando a mãe foi morta; companheiro é investigado e está preso preventivamente.
A investigação sobre o feminicídio de Ana Paula Veloso Hortega, de 25 anos, ocorrido na aldeia Indígena Xapecó, em Entre Rios, revelou que os dois filhos da vítima estavam presentes no momento do crime. As crianças, de apenas 1 e 3 anos de idade, testemunharam a morte da mãe durante a madrugada de sábado (13).
A informação foi confirmada pela Polícia Civil, que segue apurando as circunstâncias do caso. O principal suspeito é o companheiro da vítima, de 23 anos, que teve a prisão preventiva decretada e foi detido na última segunda-feira (15).
De acordo com a delegada Mayza Ferronato, responsável pela investigação, a motivação da discussão que antecedeu o crime ainda não foi esclarecida. Testemunhas relataram que houve consumo de bebidas alcoólicas antes do episódio, mas a polícia continua reunindo elementos para entender o que ocorreu nas horas que antecederam a morte da jovem.
Conforme as apurações, o crime aconteceu por volta de 1h30, em uma área próxima ao cemitério da Aldeia Paiol de Barro, localizada na Terra Indígena Xapecó. Ana Paula foi encontrada com ferimentos provocados por arma branca. Durante os trabalhos periciais, uma lâmina de faca foi localizada nas proximidades do corpo e passou a integrar o conjunto de provas analisadas pelos investigadores.
Após o feminicídio, as duas crianças ficaram sob os cuidados de familiares. Segundo a Polícia Civil, os órgãos competentes serão acionados para definir oficialmente as questões relacionadas à guarda dos menores.
Diante da gravidade dos fatos, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva do suspeito, pedido que contou com parecer favorável do Ministério Público. O homem foi localizado durante uma operação conjunta entre a Delegacia de Polícia de Entre Rios e a Delegacia de Polícia de Fronteira de São Domingos.
Depois de ser capturado, ele foi encaminhado ao Presídio Regional de Xanxerê, onde permanece à disposição da Justiça enquanto o inquérito segue em andamento.
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