Homem é condenado a mais de 13 anos de prisão por tentar matar dois colegas após discussão por volume da TV em Videira
Uma das vítimas foi atingida por 14 golpes de canivete e ficou em coma na UTI
A Justiça condenou um homem a 13 anos e seis meses de prisão por tentar matar dois colegas de trabalho após uma discussão motivada pelo volume de uma televisão, em Videira, no Meio-Oeste de Santa Catarina. A sentença foi proferida após denúncia apresentada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), por meio da 3ª Promotoria de Justiça da comarca.
O Conselho de Sentença reconheceu que o réu praticou duas tentativas de homicídio com as qualificadoras de motivo fútil e recurso que dificultou a defesa das vítimas. Na fixação da pena, a Justiça também considerou como circunstância agravante o fato de autor e vítimas dividirem o mesmo alojamento.
O crime ocorreu em 2 de outubro de 2021, quando os três homens trabalhavam na mesma empresa e moravam juntos em uma residência disponibilizada aos funcionários.
Discussão terminou em ataque com canivete
Segundo o Ministério Público, o condenado chegou ao alojamento e ligou a televisão em volume elevado. Os dois colegas, que descansavam no local, pediram para que ele diminuísse o som, o que deu início a uma discussão.
Durante o desentendimento, o homem desafiou os colegas para uma briga. Antes do confronto, porém, escondeu um canivete no bolso da calça sem que os demais percebessem.
Quando uma das vítimas se aproximou, o acusado sacou a arma branca e desferiu 14 golpes de canivete. O trabalhador foi socorrido em estado gravíssimo, precisou ser internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e chegou a permanecer em coma, mas sobreviveu aos ferimentos.
Segunda vítima conseguiu fugir
Ao tentar prestar socorro ao colega ferido, o segundo trabalhador também passou a ser alvo do agressor.
Conforme a denúncia, o homem perseguiu a segunda vítima, que conseguiu escapar sem ser atingida. Ela correu para uma área de mata próxima ao alojamento, onde permaneceu escondida até a chegada das equipes do Corpo de Bombeiros Militar e da Polícia Militar.
O autor foi preso em flagrante ainda no dia da ocorrência. A Promotora de Justiça Bruna Vieira Pratts atuou no processo. Após o julgamento, a Justiça negou ao condenado o direito de recorrer em liberdade.
Nos siga no
Google News












