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Novo estudo aponta que tarifa dos EUA pode atingir 72% das exportações catarinenses

Levantamento indica que setor madeireiro será o mais afetado.

Luan

Luan

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Um novo levantamento reforça os impactos que o aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos pode causar à economia de Santa Catarina. Conforme estudo divulgado pela consultoria Bateleur e publicado pelo NSC Total, cerca de 72% das exportações catarinenses destinadas ao mercado norte-americano poderão ser atingidas pelas novas medidas tarifárias.

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A análise mostra que o setor de madeira deverá sofrer as maiores consequências, seguido pelos segmentos de máquinas e equipamentos mecânicos, máquinas e materiais elétricos, móveis e iluminação e veículos.

De acordo com o estudo, caso a tarifa adicional de 25% já estivesse em vigor entre janeiro e junho de 2026, aproximadamente US$ 416,8 milhões das exportações catarinenses para os Estados Unidos estariam sujeitos à cobrança. No período analisado, o estado exportou cerca de US$ 582,9 milhões ao mercado norte-americano. O levantamento foi elaborado antes da entrada em vigor da tarifa complementar de 12,5%.

Outro dado destacado pela consultoria é a diferença entre o impacto sobre Santa Catarina e o restante do país. Segundo o estudo, a tarifa efetiva média incidente sobre as exportações catarinenses chegaria a 17,88%, enquanto a média nacional seria de 9,38%, praticamente a metade.

Em entrevista ao NSC Total, o CEO da Bateleur, Fernando Marchet, explicou que o estado acaba sendo mais afetado porque possui menor participação de produtos contemplados pelas exceções previstas nas medidas adotadas pelos Estados Unidos.

“A menor incidência de produtos contemplados pelas exceções previstas na medida contribui para que Santa Catarina apresente uma exposição proporcionalmente superior à média nacional”, afirmou.

Para elaborar o estudo, a consultoria cruzou dados públicos das exportações brasileiras disponibilizados pelo Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), referentes ao primeiro semestre de 2026, com a lista oficial de produtos atingidos pela medida publicada pelo governo norte-americano. A partir dessas informações, foi possível estimar o volume de exportações sujeito à nova taxação e identificar os setores mais vulneráveis aos impactos econômicos.


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