Panorama das Eleições 2026: Convenções definem principais candidatos à Presidência e ao Governo de SC
Com prazo final em 5 de agosto, partidos realizaram convenções para oficializar candidatos. Em SC, embate entre Jorginho e João Rodrigues ganha forma.
O último final de semana foi marcado por uma intensa agenda política no Brasil e em Santa Catarina. Com o calendário eleitoral fixando o dia 5 de agosto como data-limite para a realização das convenções partidárias que oficializam alianças e candidaturas, as principais legendas do país bateram o martelo sobre os nomes que disputarão a Presidência da República e o Governo do Estado nas Eleições 2026. As campanhas oficiais, no entanto, só começam em 16 de agosto.
A corrida pelo Palácio do Planalto
Em São Paulo, o Partido dos Trabalhadores (PT) oficializou no domingo (2) a candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, repetindo a chapa vitoriosa de 2022 com Geraldo Alckmin (PSB) na vice-presidência. A coligação conta com o apoio da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB, PV), além de PSOL, Rede, PSB e PDT.

Do outro lado da polarização, o senador Flávio Bolsonaro (PL) consolidou seu nome como presidenciável durante as convenções do partido, incluindo uma passagem por Santa Catarina. O evento catarinense chamou a atenção pelo uso de um vídeo com Inteligência Artificial (IA) simulando a voz do ex-presidente Jair Bolsonaro. Flávio também causou polêmica ao pedir votos antecipadamente — conduta proibida pela Justiça Eleitoral antes de 16 de agosto e sujeita a multas de até R$ 25 mil. Atitude semelhante havia sido praticada por Lula, um dia antes, em um evento na Bahia.

O cenário nacional também conta com o lançamento de Renan Santos, pelo partido Missão (ligado ao MBL). A convenção, marcada por ingressos “open bar” e discursos duros contra o PT e o bolsonarismo, oficializou Aroldo Medina como vice. Pela esquerda e extrema-esquerda, o PCB confirmou Edmilson Costa (com Cleusa Santos de vice), focando na reforma agrária, enquanto o PSTU lançou Hertz Dias (com Vanessa Portugal de vice), apresentando-se como alternativa socialista.



Cenário polarizado no Governo de Santa Catarina
Em Santa Catarina, as convenções confirmaram que a disputa pelo Governo do Estado terá um embate direto entre duas grandes frentes da centro-direita, além de candidaturas independentes.
O atual governador Jorginho Mello (PL) foi confirmado no sábado (1º) como candidato à reeleição, em evento na Grande Florianópolis que contou com a presença de Flávio Bolsonaro. A chapa terá como vice o ex-prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo). A disputa pelas vagas ao Senado na coligação ficará com a deputada federal Carol de Toni (PL) e com o vereador carioca Carlos Bolsonaro (PL). A aliança já soma oito partidos.

No mesmo dia, na Assembleia Legislativa (Alesc), o ex-prefeito de Chapecó João Rodrigues (PSD) foi oficializado na disputa pelo governo estadual, tendo como vice o deputado federal Carlos Chiodini (MDB). A chapa de oposição à atual gestão estadual terá como candidatos ao Senado o senador Esperidião Amin (PP) e o deputado estadual Antídio Lunelli (MDB). A costura política exigiu controle de bastidores: o PP aprovou a aliança de forma pacífica, evitando citar o nome de Jorginho Mello, enquanto o MDB superou disputas internas pelas suplências do Senado.

Correndo como terceira via no estado, a Federação Renovação Solidária (PRD/Solidariedade) oficializou a candidatura do ex-defensor-público-geral Ralf Zimmer ao governo catarinense. O nome do vice ainda não foi fechado, mas o partido confirmou Jeferson Rocha na disputa pelo Senado.

Próximos passos
Com o encerramento do prazo de convenções na próxima quarta-feira (5), os partidos têm até 15 de agosto para registrar oficialmente as chapas e os planos de governo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A partir do dia 16 de agosto, estão liberados os pedidos explícitos de voto, comícios, distribuição de material gráfico e propagandas na internet.
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