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Foto: Bruno Peres, Agência Brasil
Brasil

Pix pode passar por mudanças após Banco Central identificar uso indevido em campo de mensagem

O Banco Central estuda alterar o Pix após identificar o uso do campo de mensagem para ameaças com valores irrisórios.

Pedro Silva

Pedro Silva

Foto: Bruno Peres, Agência Brasil

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O Banco Central (BC) estuda implementar novas regras e restrições no Pix após identificar o uso inadequado do campo de mensagens disponível nas transferências. De acordo com o Relatório de Gestão do Pix, divulgado nesta segunda-feira (10), a funcionalidade tem sido desviada de sua finalidade original para o envio de ofensas, intimidações e ameaças contra os destinatários.

A autarquia informou que as situações indesejadas costumam estar atreladas a transações de valores irrisórios (como centavos), efetuadas exclusivamente para forçar o envio de textos indesejados.

Grupo de trabalho discute regras para coibir abusos

Diante dos episódios de assédio e importunação, o Banco Central criou um grupo de trabalho no âmbito do Fórum Pix. O objetivo da equipe é formular propostas para frear o uso abusivo do recurso sem prejudicar a agilidade e a facilidade do sistema de pagamentos.

O trecho do relatório da autarquia destaca a preocupação com o uso do recurso:

“Originalmente concebido para que o pagador registre informações objetivas sobre o pagamento, esse campo tem sido utilizado, em algumas situações, para fins alheios ao propósito original, como veículo para mensagens ofensivas, intimidatórias ou ameaçadoras.”

A expectativa é que, após a conclusão dos estudos técnicos, o BC publique resoluções normativas para regular ou limitar o preenchimento de texto nessas transações.

Avanço no projeto do Pix Internacional

Além dos ajustes de segurança e uso, o relatório do Banco Central detalhou o andamento das discussões para a criação do Pix Internacional. O projeto visa conectar o ecossistema brasileiro diretamente às redes de pagamento instantâneo de outros países.

A medida pretende substituir, de forma gradual, as pontes comerciais privadas que hoje viabilizam a operação. Atualmente, brasileiros já conseguem utilizar a ferramenta em estabelecimentos de países como Argentina, Chile, Estados Unidos, Portugal e Espanha. Contudo, a nova infraestrutura tornará o envio de remessas e pagamentos internacionais mais direto, rápido e com menor custo operacional.


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