Mulher que se passava por adolescente já aplicou o mesmo golpe no Oeste de SC e em outros estados
Investigação aponta que suspeita se passava por adolescente para conseguir abrigo e ajuda de famílias; caso ganhou repercussão nacional
A mulher de 37 anos presa nesta semana em Joinville por se passar por adolescente já teria aplicado o mesmo golpe em diferentes cidades e estados do país. As informações foram divulgadas pelo NSC Total e fazem parte das investigações conduzidas pela Polícia Civil de Santa Catarina.
Segundo o depoimento prestado à polícia, Amanda Maria Souza de Oliveira utilizava identidades falsas e informava uma idade inferior à real para conseguir abrigo, alimentação e apoio de pessoas sensibilizadas com sua história. Ela também admitiu ter adotado a mesma estratégia em municípios catarinenses como Florianópolis e Chapecó.
De acordo com a Polícia Civil, a suspeita possui histórico de ocorrências semelhantes em outros estados brasileiros. Levantamentos realizados junto a corporações de segurança apontam registros de casos envolvendo Amanda no Rio Grande do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás e Ceará, estado onde ela nasceu.
A prisão ocorreu um dia após a Justiça de Goiás expedir um mandado contra a mulher. Até então, seu paradeiro era desconhecido pelas autoridades.
Conforme o delegado Rodrigo Bueno Gusso, responsável pela investigação em Joinville, a polícia ainda trabalha para confirmar e detalhar a atuação da suspeita em todas as localidades citadas durante o depoimento.
Relato de voluntária do Rio de Janeiro
Em entrevista ao NSC Total, uma voluntária de um projeto social em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, contou que acolheu Amanda após receber um pedido de ajuda pelas redes sociais em 2023.
Segundo o relato, a mulher dizia ter fugido de situações de violência familiar e afirmava ser adolescente. Sensibilizados com a história, voluntários mobilizaram uma rede de apoio, providenciaram moradia e passaram a auxiliá-la.
A voluntária relatou que Amanda apresentava comportamento infantilizado, alegava ter autismo e outras condições de saúde, além de utilizar objetos associados à infância para reforçar a falsa identidade.
As suspeitas começaram a surgir quando ela passou a provocar conflitos entre pessoas que a ajudavam. A situação se agravou após a descoberta de agulhas sob sua pele, o que levou os responsáveis a procurarem atendimento médico.
Segundo o relato, exames apontaram a presença de mais de 200 agulhas espalhadas pelo corpo da mulher, fato que causou surpresa até mesmo entre os profissionais de saúde.
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