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Fernando Frazão/Agência Brasil
Saúde

Consulta pública avalia inclusão no SUS de novo medicamento para hipertensão arterial pulmonar

A Conitec abriu consulta pública para incorporar o sotatercepte no SUS para pacientes com hipertensão arterial pulmonar.

Pedro Silva

Pedro Silva

Fernando Frazão/Agência Brasil

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A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) abriu uma consulta pública para avaliar a inclusão do medicamento sotatercepte na rede pública de saúde. O fármaco é voltado ao tratamento de pacientes adultos diagnosticados com Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP).

Tanto a comunidade médica quanto a sociedade civil podem enviar contribuições, sugestões e relatórios até o dia 17.

Como funciona a indicação do medicamento

A solicitação de incorporação foi apresentada pela própria fabricante do fármaco. A indicação contempla adultos com HAP em classes funcionais III ou IV — conforme a classificação da Organização Mundial da Saúde (OMS) — que apresentem risco de mortalidade de intermediário a alto.

O tratamento é recomendado para pacientes que já utilizam terapia dupla (quando houver intolerância às prostaciclinas) ou terapia tripla, atuando de forma associada aos medicamentos que o paciente já consome.

De acordo com as informações da Conitec, o sotatercepte atua diretamente no mecanismo de crescimento das células dos vasos sanguíneos. Na HAP, esse processo costuma estar desregulado, provocando o estreitamento progressivo dos vasos nos pulmões.

Entenda o que é a Hipertensão Arterial Pulmonar

A Hipertensão Arterial Pulmonar é considerada uma doença rara, crônica, progressiva e de alta gravidade. Por ser uma condição de longa duração que piora ao longo do tempo, ela compromete drasticamente a autonomia e a capacidade de o paciente realizar tarefas simples do cotidiano.

A doença é caracterizada pelo aumento da pressão nas artérias que levam o sangue do coração até os pulmões. Como consequência, o lado direito do coração é forçado a fazer um esforço muito maior para manter o bombeamento sanguíneo.

Com o passar do tempo, essa sobrecarga cardíaca gera sintomas limitantes, como:

  • Falta de ar e cansaço excessivo;
  • Tonturas, dores no peito e episódios de desmaio;
  • Dificuldade acentuada para realizar atividades físicas ou habituais.

Em cenários mais severos, a evolução da HAP pode levar à insuficiência cardíaca grave e ao óbito. As contribuições para a consulta pública podem ser feitas diretamente na plataforma oficial da Conitec.

Fonte: Agência Brasil


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