Vacinação: Saúde rebate fake news sobre dose da gripe
Conforme governo, boato de que imunizante provoca a doença não procede pois a vacina é produzia com o vírus inativado.
O Ministério da Saúde emitiu um alerta nesta quarta-feira (1º) para desmentir mensagens falsas nas redes sociais que afirmam que a vacina contra a gripe provoca a própria doença. A manifestação do governo visa combater a desinformação e garantir a adesão à campanha de imunização, que já está em andamento em Santa Catarina e no restante da região Sul, com o objetivo de evitar internações e mortes durante o outono e o inverno.
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Segundo o ministério, o boato não tem qualquer base científica. A vacina distribuída pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é produzida pelo Instituto Butantan com o vírus inativado e fragmentado. Na prática, isso significa que o vírus presente na dose não está vivo, sendo biologicamente incapaz de infectar o paciente ou causar a doença.
A confusão, explicam os especialistas da saúde, ocorre porque a vacinação coincide com a época de maior circulação de diversos outros vírus respiratórios, como os da covid-19 e do resfriado comum. Assim, uma pessoa vacinada pode contrair outro vírus no mesmo período e associar os sintomas, de forma equivocada, a uma suposta falha do imunizante da gripe.
A Campanha Nacional de Vacinação segue até 30 de maio nos postos de saúde dos municípios catarinenses. Devem buscar as unidades os grupos mais vulneráveis: idosos a partir de 60 anos, crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, profissionais de saúde e educação, além de pessoas com doenças crônicas ou deficiências, forças de segurança, trabalhadores do transporte e caminhoneiros.
A dose oferecida à população é a trivalente, recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e atualizada anualmente para combater os tipos de vírus que mais circulam no momento. O Brasil já distribuiu mais de 2,3 milhões de doses aos estados desde o início da mobilização.
Como medida de prevenção adicional, o país mantém o monitoramento constante das doenças respiratórias e investiga o surgimento de novas cepas. O ministério informou que reforçou a vigilância sobre uma variante específica do vírus H3N2, comum atualmente na América do Norte, mas que registrou apenas quatro casos no Brasil até o momento. A orientação oficial segue focada na prevenção: a vacinação é segura, reduz riscos de agravamento e é a principal ferramenta para salvar vidas.
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