Fotos: Divulgação/Prefeitura de Concórdia
Após anos de denúncias e tentativas de solução para o caso envolvendo centenas de gatos mantidos em um apartamento em Concórdia, a Prefeitura anunciou que assumirá a coordenação da retirada, atendimento e encaminhamento dos animais para adoção. A decisão foi apresentada nesta segunda-feira (8), durante uma coletiva de imprensa convocada pela Administração Municipal.
Embora a responsabilidade pelos animais seja da tutora do imóvel, o município informou que tomará as medidas necessárias para garantir o bem-estar dos gatos e reduzir os impactos causados pelo problema, considerado também uma questão de saúde pública.
Segundo o prefeito Fábio Ferri, a administração municipal irá custear todas as etapas do processo, desde a remoção até a adoção dos animais. No entanto, a Prefeitura pretende buscar judicialmente o ressarcimento das despesas. Conforme o prefeito, a medida é necessária para evitar que situações semelhantes voltem a ocorrer e para reforçar a responsabilidade dos tutores em casos de acúmulo de animais.
Para dar suporte à operação, cinco clínicas veterinárias de Concórdia foram contratadas para realizar a triagem, avaliação e os primeiros atendimentos aos gatos. Participam do trabalho as clínicas Canikat’s, Pet Life, AnjoPet, Le Petit e Dogs & Cia.
A retirada dos animais ocorrerá de forma gradual, respeitando a capacidade de atendimento das unidades veterinárias. Após a avaliação inicial, os gatos passarão por um período de quarentena antes de serem encaminhados para castração.
Os procedimentos cirúrgicos serão realizados com apoio do Instituto Federal Catarinense (IFC), que participará da etapa de esterilização dos animais.
Concluído o tratamento clínico e a castração, os animais serão encaminhados para um abrigo provisório administrado pela clínica AnjoPet. No local, os gatos permanecerão sob acompanhamento veterinário enquanto aguardam adoção responsável.
Saiba mais
A Diretoria de Proteção Animal informou que o número de gatos existentes no apartamento atualmente já é menor do que o registrado anteriormente. Parte dos animais morreu ao longo do tempo e outros conseguiram escapar devido aos danos nas telas de proteção instaladas no imóvel.
De acordo com a Prefeitura, o caso teve início há aproximadamente dez anos, quando a moradora passou a acumular gatos no apartamento. O que começou com apenas um casal de animais acabou se transformando em uma situação de superpopulação, gerando condições inadequadas para os próprios gatos e preocupações relacionadas à saúde pública.
O município informou que tomou conhecimento formal da situação em outubro do ano passado, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e da Diretoria de Proteção Animal. A partir disso, o caso foi encaminhado ao Ministério Público.
Na ocasião, foi firmado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que determinava à tutora a adoção de medidas para atendimento veterinário e controle populacional dos animais. Como as determinações não foram cumpridas, foi instaurado um inquérito para apurar possíveis maus-tratos.
Com a nova operação, a expectativa da Prefeitura é retirar definitivamente os animais do local, oferecer tratamento adequado e promover a adoção responsável, encerrando um caso que há anos mobiliza órgãos públicos, entidades de proteção animal e a comunidade concordiense.
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