Solidariedade

Amor que transforma: Pai catarinense cria aplicativo para conseguir se comunicar com o filho autista

O amor de um pai e a tecnologia se uniram para quebrar a barreira do silêncio. Em Santa Catarina, Cleomilson Freitas da Silva encontrou no conhecimento em programação a chave para conseguir se comunicar com seu filho, Henry Thomas Pavelec da Silva, de 4 anos. O pequeno foi diagnosticado com autismo nível de suporte três e ainda não consegue se expressar verbalmente.

Para resolver essa dificuldade diária, Cleomilson decidiu colocar a mão na massa e criar o seu próprio aplicativo de celular. Assim nasceu o “Falamigo”, uma ferramenta de comunicação que dá voz aos anseios da criança.

Como a ideia saiu do papel

Cleomilson aprendeu programação de forma totalmente autônoma em 2021, por meio de cursos online e vídeos no YouTube, mas nunca havia trabalhado na área. O diagnóstico de autismo de Henry chegou em janeiro deste ano e, já no mês seguinte, o pai começou a desenvolver o software.

No aplicativo Falamigo, a interface apresenta botões minimalistas, focados em texto, eliminando distrações visuais. Quando Henry aperta uma das opções, uma voz sintetizada reproduz o que ele deseja, como “quero comer”, “quero brincar” ou “quero dormir”.

“A criação do Falamigo surgiu como uma resposta direta às necessidades dele, servindo como uma ferramenta de comunicação para dar voz não só a ele, mas a qualquer pessoa que não consegue se expressar verbalmente”, orgulha-se o pai.

Neste primeiro momento, o Falamigo está em fase de validação interna e testes em casa, para que a família possa aprimorar a interface. O grande sonho de Cleomilson é, no futuro, disponibilizar o aplicativo para o público em larga escala.

Aplicativo estimula a autonomia e a fala

Iniciativas como a de Cleomilson são conhecidas clinicamente como Comunicação Aumentativa Alternativa (CAA). Segundo a psicóloga especialista em desenvolvimento infantil e autismo, Camila Canguçu, ferramentas assim são essenciais.

Quando a criança percebe que apertar o botão “quero comer” resulta em ganhar o alimento, ela ganha autonomia. “Se ele não consegue se comunicar verbalmente, mas consegue através de um aplicativo dizer o que precisa, diminuem as crises disruptivas”, explica a especialista.

Além disso, Camila desmistifica a ideia de que o uso do aplicativo poderia deixar a criança acomodada. “As pesquisas apontam que, ao contrário do que se imagina, se a gente entra com a comunicação alternativa, isso não atrasa a fala, muito pelo contrário, estimula a fala”, afirma. Com o suporte adequado e terapias, uma criança de nível três pode evoluir e se desenvolver consideravelmente, provando que o amor aliado à tecnologia pode transformar vidas.

Informações de NSC

Pedro Silva

Matérias recentes

Veículo capota após sair da pista e atingir poste na SC-467, em Capinzal; quatro ficam feridos

Um Celta ocupado por quatro jovens saiu da pista, capotou e atingiu um poste na…

12 de julho de 2026

Motorista fica ferido após colisão lateral entre carro e carreta na BR-153

Colisão lateral entre um Fiat Uno e uma carreta deixou um motorista ferido na noite…

12 de julho de 2026

Mulher morre e dois motoristas ficam feridos em grave colisão frontal na BR-116

Grave acidente entre um VW Up e um VW Gol na BR-116, deixou uma passageira…

12 de julho de 2026

Como serão as obras da avenida de R$ 280 milhões que promete transformar o trânsito na Grande Florianópolis

Com 3,7 quilômetros de extensão, a futura Beira-Mar de Barreiros, em São José, terá investimento…

12 de julho de 2026

Bombeiros salvam recém-nascida de apenas 43 dias que estava engasgada e sem respirar no Extremo-Oeste

Guarnição interceptou o carro da família na estrada e conseguiu reanimar uma bebê de 43…

11 de julho de 2026

Susto na SC-464: Carro capota após colisão frontal com caminhonete

Uma colisão frontal entre carro e caminhonete terminou em capotamento na SC-464, em Arroio Trinta,…

11 de julho de 2026

O site Eder Luiz, utiliza cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência, de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.

Leia mais