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Prefeito de Ipira segue preso após decisão do STJ
Política

Prefeito de Ipira segue preso após decisão do STJ

Baldissera, foi preso preventivamente no dia 19 de junho de 2024, durante a Operação Fundraising.

Divaleia

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Prefeito de Ipira segue preso após decisão do STJ

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O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o pedido de habeas corpus do prefeito de Ipira, Marcelo Baldissera, nesta sexta-feira (5). A informação foi obtida com exclusividade pelo Portal Magronada.

O ministro Geraldo Og Nicéas Marques Fernandes, relator do caso no STJ, negou os pedidos da defesa e manteve a prisão preventiva do prefeito. Ele está detido no presídio de São Francisco do Sul, o único em Santa Catarina, com condições de atender os requisitos de prisão especial, já que ele é advogado.

Com a decisão, Baldissera seguirá preso preventivamente pelos supostos crimes de integrar organização criminosa, responsabilidade dos agentes públicos por danos causados ao erário, fraude à licitação, fraude em licitação mediante fraude documental, contratação direta ilegal e frustração do caráter competitivo de licitação. Ele também foi afastado do cargo de prefeito.

A defesa de Baldissera havia solicitado a revogação da prisão preventiva, com a possibilidade de outras medidas cautelares, além do habeas corpus para a liberdade provisória, com ou sem novas condições determinadas pela Justiça.

Relembre

O prefeito de Ipira, Marcelo Baldissera, foi preso preventivamente no dia 19 de junho de 2024, durante a Operação Fundraising, deflagrada pelo Grupo de Ação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pela Polícia Civil de Santa Catarina. A operação investigava um esquema de fraude à licitação e desvio de recursos públicos em diversos municípios do Oeste catarinense.

Segundo as investigações, Baldissera teria feito parte de um grupo que fraudava licitações para desviar verbas públicas. O esquema funcionava da seguinte forma, segundo informações do Ministério Público:

  • Empresas eram contratadas para prestar serviços de consultoria e assessoramento para captação de recursos públicos, mesmo sem a devida comprovação de serviços prestados.
  • Agentes públicos e políticos recebiam vantagens indevidas em troca da liberação de recursos públicos para as empresas.

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