Foto: Agência Alesc.
A sustentabilidade no setor público vai muito além de ações pontuais; trata-se de uma política contínua e de longo prazo. É com essa premissa que o Programa Alesc Sustentável completa exatamente cinco anos de instituição formal nesta quarta-feira, 23 de setembro. Criado oficialmente pelo Ato da Mesa nº 339 em 2021, o programa consolidou um ecossistema de iniciativas voltadas à energia limpa, redução de resíduos, economia de água e eficiência em compras públicas na Assembleia Legislativa de Santa Catarina.
Ao longo do período, medidas estruturais foram integradas à rotina da Casa. Um dos destaques é o Palácio Barriga Verde, que abriga 636 módulos fotovoltaicos para geração de energia solar e conta com sistema para aproveitamento da água da chuva.
A gestão de resíduos ganhou impulso com o projeto Alesc Menos Lixo. Iniciado como piloto na Unidade Administrativa, a iniciativa já garantiu a destinação ambientalmente correta de mais de 350 quilos de materiais recicláveis e itens de difícil descarte, como blísters de remédios, pilhas, baterias e esponjas. A ação foi expandida em 2026 para o Palácio Barriga Verde.
Outro destaque é o programa de coleta de bitucas de cigarro. Desde setembro de 2025, o projeto recolheu mais de 80 mil bitucas (cerca de 32,1 kg de lixo tóxico), evitando a contaminação do solo e do lençol freático.
No campo da economia hídrica, a instalação de 109 válvulas VLV no Palácio Barriga Verde, realizada em março deste ano, projeta uma redução de até 63% no consumo de água da instituição por meio do controle de vazão de água e ar nos canos.
A política ecológica passou a direcionar também as compras governamentais da Alesc com a adoção das Licitações Verdes, que inserem critérios e exigências ambientais nos Estudos Técnicos Preliminares de novos contratos. Paralelamente, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, a Casa formalizou uma Comissão Gestora para monitorar indicadores através da Agenda A3P.
“O principal legado desses cinco anos foi consolidar a sustentabilidade como parte da cultura e da gestão da Alesc. Deixamos de atuar apenas com ações pontuais e avançamos para uma atuação mais estruturada, envolvendo gestão de resíduos, consumo de recursos, eficiência energética, educação ambiental, agrofloresta e acessibilidade”, ressaltou a coordenadora de Sustentabilidade e Acessibilidade da Alesc, Isabel Pinheiro de Paula Couto.
A celebração dos cinco anos marca o início de novos passos. A Alesc está implantando um projeto de Agrofloresta com espécies nativas, além de planejar a criação de uma Horta Sensorial suspensa e acessível, espaço para criação de abelhas nativas sem ferrão, feiras agroecológicas e o projeto PedalAlesc, focado em mobilidade sustentável para os servidores.
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