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Santa Catarina

Santa Catarina busca acordo com o Paraguai para ampliar uso dos portos e importação de milho

O governador Jorginho Mello se reuniu com autoridades do Paraguai para ampliar a parceria comercial, utilizando portos catarinenses.

Pedro Silva

Pedro Silva

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O governo de Santa Catarina deu um passo importante rumo ao fortalecimento das relações internacionais e econômicas nesta sexta-feira (7). O governador Jorginho Mello liderou uma comitiva catarinense em agendas oficiais com o vice-presidente em exercício do Paraguai, Pedro Alliana, e com o ministro da Indústria e Comércio, Marco Riquelme.

A comitiva também contou com a participação do presidente da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), Gilberto Seleme. O principal objetivo do encontro foi estreitar a integração comercial entre os territórios e abrir uma nova rota logística estratégica, focando na utilização dos portos catarinenses para o comércio exterior paraguaio e no aumento da importação de milho produzido no país vizinho.

Estrutura portuária e proximidade geográfica

Durante as reuniões, os representantes catarinenses destacaram que o Estado possui uma das estruturas portuárias mais eficientes e importantes do Brasil, recebendo investimentos constantes em modernização e expansão para ampliar a competitividade no mercado global.

A proximidade geográfica foi apontada como o grande diferencial competitivo. Enquanto Santa Catarina oferece uma saída estratégica para o mar e para o escoamento de produtos paraguaios, a localização do Paraguai — situado a cerca de 300 quilômetros de solo catarinense — surge como uma alternativa altamente viável para suprir demandas cruciais do agronegócio catarinense.

A questão do milho: Redução de custos para a agroindústria

O abastecimento de milho foi um dos temas centrais da pauta, sendo considerado um insumo vital para a economia do Estado, com forte impacto nas cadeias de produção de aves e suínos.

Atualmente, Santa Catarina consome cerca de 8 milhões de toneladas de milho por ano, mas produz apenas 2 milhões de toneladas. Esse déficit obriga o Estado a buscar o cereal em regiões distantes, principalmente no Centro-Oeste brasileiro, com percursos que superam 1,3 mil quilômetros e encarecem a logística.

Com a importação vinda do Paraguai, a redução de distâncias pode baratear os custos em mais de 15%, gerando um ganho expressivo de competitividade para a agroindústria catarinense.

“O Paraguai é um parceiro estratégico para Santa Catarina. Está perto, está crescendo e tem uma política comercial muito alinhada com a nossa. Nós temos os portos de que eles precisam, e eles têm o milho de que nós precisamos. É uma parceria em que todos podem ganhar”, destacou o governador Jorginho Mello.

As propostas apresentadas pela comitiva catarinense serão encaminhadas pelo ministro Marco Riquelme aos demais órgãos do governo paraguaio. Nos próximos dias, as equipes técnicas e comerciais de ambos os lados darão continuidade às tratativas para viabilizar as iniciativas logísticas.


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