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(Foto: Eduarda Atkinson, Reprodução)
Saúde

Tratamento Inovador: Jovem de SC recupera movimentos após aplicação de polilaminina

Eduarda Atkinson, de Jaraguá do Sul, voltou a movimentar as pernas após cirurgia com polilaminina. Entenda como funciona o tratamento.

Pedro Silva

Pedro Silva

(Foto: Eduarda Atkinson, Reprodução)

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Uma história de superação e avanços na medicina vem emocionando os catarinenses. Eduarda Atkinson, moradora de Jaraguá do Sul que perdeu os movimentos das pernas após um grave acidente em janeiro deste ano, registrou seus primeiros movimentos voluntários apenas nove dias após passar por um procedimento inovador com polilaminina.

Eduarda sofreu uma lesão na medula espinhal e fraturou a coluna, o que interrompeu a comunicação entre seu cérebro e os membros inferiores. Sem encontrar o tratamento necessário em sua cidade, ela contou com a ajuda de um empresário para viajar até Foz do Iguaçu (PR), onde a cirurgia foi realizada em março.

O avanço da polilaminina

A polilaminina é um polímero desenvolvido a partir da laminina, uma proteína natural do corpo humano que estimula a regeneração de axônios (estruturas dos neurônios). Aplicada diretamente no local da lesão, a substância age como uma “ponte” para que as conexões nervosas voltem a se formar.

Nas redes sociais, a jovem compartilhou o momento emocionante: “Hoje eu consegui movimentar minha perna, mesmo que de forma sutil. Com ajuda, com esforço… mas consegui. E isso significa muito”, comemorou.

Como funciona o tratamento?

Diferente de métodos tradicionais, a aplicação pode ser feita durante a cirurgia de correção da coluna ou via injeção percutânea, guiada por raio-x. O objetivo é restaurar a comunicação do sistema nervoso central no canal da coluna vertebral, permitindo que as informações motoras e sensoriais voltem a transitar.

O caso de Eduarda segue sendo acompanhado por especialistas e serve como um marco para o estudo desta proteína que promete revolucionar o tratamento de lesões medulares no Brasil e no mundo.

Fonte: NSC


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