Gatos doentes e insalubridade adiam resgate de 400 felinos em Concórdia
Resgate de cerca de 400 gatos que vivem em um apartamento de Concórdia (SC) precisou ser adiado devido a doenças e insalubridade.
O caso de superpopulação de gatos em um apartamento na área central de Concórdia, no Oeste catarinense, segue repercutindo e mobilizando autoridades e voluntários. A situação é complexa e se arrasta há mais de uma década, envolvendo cerca de 400 felinos vivendo em condições precárias dentro da residência de uma aposentada.
A problemática ganhou notoriedade após a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre a prefeitura e a tutora, prevendo a castração e adoção responsável dos animais. No entanto, ao iniciarem os trabalhos, as equipes da Diretoria de Bem-Estar Animal encontraram uma realidade muito mais delicada do que o imaginado.
Como o problema começou?
Segundo o município, a situação teve início há cerca de 10 anos, quando a moradora possuía apenas um casal de gatos. Sem intervenção, os animais passaram a se reproduzir de forma desordenada no apartamento.
A diretora de Bem-Estar Animal, Juliana Lupatto, reforça que os gatos não foram acumulados da rua, mas nasceram no próprio imóvel, sendo a tutora a responsável pela situação. “O município assinou o TAC assumindo o compromisso de encaminhar para castração e adoção. Mas a problemática se tornou ainda maior quando percebemos que parte dos animais estava doente devido às condições da moradia e ao compartilhamento do espaço”, explicou.
Insalubridade e resistência
A situação sanitária é grave. Muitos gatos apresentam sinais de doenças, debilitamento e há registros recentes de mortes no local. Além disso, devido às telas de proteção danificadas, alguns animais acabaram escapando.
Voluntárias chegaram a prestar atendimento emergencial e medicar alguns felinos, mas enfrentam dificuldades de acesso, pois a tutora não concorda integralmente com as intervenções no imóvel. “Estamos tentando ajudar para que o caso não tome maiores proporções, já que muitos gatos já morreram”, afirmou Juliana.
Castrações suspensas
Devido ao estado de saúde do rebanho felino, as castrações não podem ser feitas de imediato. O trabalho atual, feito em parceria com o curso de Medicina Veterinária do Instituto Federal Catarinense (IFC – Campus Concórdia), concentra-se na avaliação clínica, exames e microchipagem.
Segundo a Diretoria de Bem-Estar Animal, antes de qualquer cirurgia, os gatos precisarão passar por um período de quarentena e tratamento médico para evitar a disseminação de doenças e garantir a recuperação dos casos mais graves. O município segue monitorando a situação.
Fonte: NSC
Nos siga no
Google News