Homem é condenado a quase 60 anos nos por estupro e assassinato de adolescente em SC
Julgamento ocorreu em Florianópolis nesta terça-feira e durou cerca de 16 horas; crime aconteceu em Rio do Sul, em 2016.
O Tribunal do Júri condenou, nesta terça-feira (12), um homem acusado de homicídio, estupro e fraude processual contra uma adolescente de 12 anos, em um crime registrado no município de Rio do Sul, no Alto Vale do Itajaí. A pena fixada foi de 58 anos e nove meses de prisão em regime fechado.
A sessão foi realizada em Florianópolis e se estendeu por aproximadamente 16 horas. Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença da Vara do Tribunal do Júri da Capital decidiu pela condenação do réu, que também teve negado o direito de recorrer em liberdade.
Segundo a denúncia do Ministério Público, a adolescente desapareceu em março de 2016 enquanto seguia para a escola. O corpo da vítima foi localizado no dia seguinte dentro de um contêiner às margens da BR-470.
Inicialmente, a cena indicava uma suposta morte por enforcamento, mas os trabalhos periciais descartaram a hipótese de suicídio. Conforme apontaram as investigações, a menina foi vítima de violência sexual e morreu por asfixia provocada por esganadura.
De acordo com o processo, houve ainda tentativa de alterar a cena do crime para dificultar a apuração dos fatos, o que resultou também na acusação por fraude processual.
A transferência do julgamento para Florianópolis ocorreu por determinação do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, após pedido da defesa, que alegou forte comoção popular em Rio do Sul, o que poderia influenciar os jurados da comarca de origem.
Durante a sessão, foram ouvidas diversas testemunhas. Um dos investigadores do caso prestou depoimento por quase cinco horas. Também falaram no julgamento o proprietário da empresa onde o corpo foi encontrado, a ex-companheira do acusado e o próprio réu.
Após os debates entre defesa e acusação, o júri foi encerrado por volta das 3h da madrugada.
Outros dois homens denunciados pelos mesmos crimes ainda serão julgados. As sessões estão previstas para ocorrer no mês de junho. O processo tramita em segredo de justiça e ainda cabe recurso ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina.
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