Suspeito de feminicídio se apresenta à polícia e diz que matou estudante no Paraguai por ciúmes
Jovem de 27 anos era considerado foragido e disse ter agido por ciúmes após fim do relacionamento. Vítima era de Chapecó.
O principal suspeito de assassinar a estudante de medicina Júlia Vitória Sobierai Cardoso, de 22 anos, no Paraguai, se apresentou espontaneamente à Polícia Civil nesta segunda-feira (4), em São Luís (MA). O homem, de 27 anos, chegou acompanhado de advogados e prestou depoimento por mais de três horas no Departamento de Feminicídio, onde acabou confessando o crime.
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De acordo com as investigações, ele relatou que não aceitava o fim do relacionamento com a jovem, ocorrido em fevereiro, e que vinha monitorando o celular da vítima desde então. Movido por ciúmes e desconfiança, afirmou ter cometido o assassinato utilizando tesoura e faca, desferindo dezenas de golpes. Ele também alegou lapsos de memória ao tentar detalhar toda a dinâmica do crime.
A estudante foi morta dentro do apartamento onde morava com uma amiga, em Ciudad del Este, no Paraguai. Conforme apuração das autoridades paraguaias, a vítima sofreu múltiplos ferimentos e também foi estrangulada.
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Após o crime, o suspeito fugiu e passou a ser considerado foragido, com pedido de captura internacional em aberto. Ao se apresentar voluntariamente à polícia maranhense, teve o mandado de prisão temporária cumprido e permanece à disposição da Justiça.
As investigações apontam que ele permaneceu por um período no local após o crime e levou o celular da vítima. As armas utilizadas foram apreendidas pelas autoridades.
Natural de Chapecó (SC), Júlia vivia com a família em Navegantes e, desde 2025, estava no Paraguai para cursar medicina. Segundo amigos, ela tinha o sonho de se tornar pediatra e era conhecida por sua dedicação aos estudos.
O caso segue sendo investigado e o suspeito deverá responder por feminicídio no Brasil.
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