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Foto: Divulgação / Prefeitura
Estado

Governador anuncia o retorno dos voos regionais em Joaçaba ainda para este ano

A operação começará com aviões de 9 lugares, com previsão de chegar a 19 assentos em até um ano.

Luan

Luan

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A histórica falta de conexão aérea comercial entre o Meio-Oeste catarinense e a capital do Estado está com os dias contados. Durante sua visita a Joaçaba nesta sexta-feira (13), o governador Jorginho Mello confirmou que o programa “Voa Santa Catarina” trará os voos regionais de volta à região.

Segundo o governador, a iniciativa é vista como um marco para o desenvolvimento econômico, atração de negócios e agilidade logística. “Tempo é dinheiro. Saúde dos municípios, algum transporte mais urgente. Então, é uma realidade. Será implantado ainda esse ano”, garantiu Jorginho.

Como vai funcionar o “Voa SC”

O projeto resgata uma malha de aviação regional extinta há décadas. “O programa Voa Santa Catarina já está aprovado, a licitação se encerra daqui a 10 dias. É um projeto devolvendo o estado de Santa Catarina a voos regionais, que na década de 70 a gente já tinha. Então, eu quero restabelecer isso”, destacou o governador.

A operação começará com aviões de 9 lugares, com previsão de chegar a 19 assentos em até um ano. Para a nossa região, a rota planejada sairá do Extremo-Oeste, passará pelo Meio-Oeste, Serra, Capital e Sul. O trajeto diário previsto inclui Dionísio Cerqueira, São Miguel do Oeste, Xanxerê, Joaçaba, Lages, Florianópolis e Forquilhinha, com retorno no fim do dia. Uma segunda linha ligará o Norte e o Meio-Oeste (com paradas em Caçador e Concórdia) ao Paraná e Rio Grande do Sul.

Passagens acessíveis e subsídio do Estado

Para garantir a viabilidade na fase de implantação, o Governo do Estado subsidiará parte da operação. A expectativa é que as passagens custem entre R$ 300 e R$ 450.

“Nos primeiros 36 meses, eu estou autorizado pela Assembleia a complementar os voos. Por exemplo, o voo de 19 lugares vendeu 10 assentos, mas para ser superavitário precisa ter 12. O governo paga dois para manter a regularidade do voo. Até que as pessoas acostumam” explicou o chefe do Executivo.

Após o período de incentivo, as rotas deverão se sustentar sozinhas. “Onde tiver demanda. Quem vai fazer as linhas é a demanda, não adianta querer que um avião desça em determinado lugar se não tiver passageiro. Ninguém monta uma empresa para ter prejuízo”, concluiu.


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