Chances de formação do El Niño aumentam e Defesa Civil alerta para risco de chuva intensa em SC
Fenômeno climático pode começar a atuar a partir de junho e ganhar força durante a primavera, no segundo semestre.
A possibilidade de formação do fenômeno El Niño aumentou significativamente nos últimos dias, conforme atualização divulgada pelo Centro de Previsão Climática (CPC), órgão ligado à Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA). Segundo o relatório publicado nesta quinta-feira (14), a chance de desenvolvimento do fenômeno entre maio e julho subiu para 82%.
O percentual representa um crescimento expressivo em relação à projeção divulgada em abril, quando a probabilidade era de 61% para o mesmo período. De acordo com a Defesa Civil de Santa Catarina, a tendência é que o fenômeno climático comece a se estabelecer a partir de junho, inicialmente com intensidade fraca a moderada durante o fim do outono e o inverno.
As projeções meteorológicas, porém, indicam possibilidade de fortalecimento do El Niño ao longo da primavera, período que tradicionalmente já apresenta maior volume de chuva em Santa Catarina. Com a influência do fenômeno, aumentam os riscos de temporais, chuva acima da média e eventos extremos, como alagamentos, enxurradas, inundações e deslizamentos de terra em diversas regiões do estado.
Apesar das projeções, o El Niño ainda não está oficialmente configurado. Atualmente, o Oceano Pacífico Equatorial permanece em condição considerada neutra. O principal indicador utilizado para monitorar o fenômeno, conhecido como índice Niño-3.4, registrou +0,4°C na última semana.
Mesmo assim, especialistas observam sinais que reforçam a tendência de formação do fenômeno. Entre eles estão o aquecimento das águas abaixo da superfície do oceano, comportamento registrado nos últimos seis meses, além de alterações nos ventos e na circulação atmosférica.
A NOAA destaca que ainda existem incertezas sobre a intensidade do fenôeno nos próximos meses. Segundo o órgão norte-americano, nenhuma categoria específica de intensidade ultrapassa, até o momento, 37% de probabilidade.
Já a Defesa Civil catarinense afirma que alguns modelos meteorológicos apontam possibilidade de intensificação significativa durante a primavera, podendo atingir níveis fortes ou até muito fortes.
Os especialistas reforçam, entretanto, que um El Niño mais intenso não significa automaticamente impactos mais severos. O aumento da intensidade apenas eleva a chance de ocorrência de efeitos típicos do fenômeno, como mudanças nos padrões de temperatura e precipitação em diferentes partes do planeta.
Chances de formação do El Niño aumentam e Defesa Civil alerta para risco de chuva intensa em SC
Fenômeno climático pode começar a atuar a partir de junho e ganhar força durante a primavera
A possibilidade de formação do fenômeno El Niño aumentou significativamente nos últimos dias, conforme atualização divulgada pelo Centro de Previsão Climática (CPC), órgão ligado à Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA). Segundo o relatório publicado nesta quinta-feira (14), a chance de desenvolvimento do fenômeno entre maio e julho subiu para 82%.
O percentual representa um crescimento expressivo em relação à projeção divulgada em abril, quando a probabilidade era de 61% para o mesmo período.
De acordo com a Defesa Civil de Santa Catarina, a tendência é que o fenômeno climático comece a se estabelecer a partir de junho, inicialmente com intensidade fraca a moderada durante o fim do outono e o inverno.
As projeções meteorológicas, porém, indicam possibilidade de fortalecimento do El Niño ao longo da primavera, período que tradicionalmente já apresenta maior volume de chuva em Santa Catarina.
Com a influência do fenômeno, aumentam os riscos de temporais, chuva acima da média e eventos extremos, como alagamentos, enxurradas, inundações e deslizamentos de terra em diversas regiões do estado.
Apesar das projeções, o El Niño ainda não está oficialmente configurado. Atualmente, o Oceano Pacífico Equatorial permanece em condição considerada neutra. O principal indicador utilizado para monitorar o fenômeno, conhecido como índice Niño-3.4, registrou +0,4°C na última semana.
Mesmo assim, especialistas observam sinais que reforçam a tendência de formação do fenômeno. Entre eles estão o aquecimento das águas abaixo da superfície do oceano, comportamento registrado nos últimos seis meses, além de alterações nos ventos e na circulação atmosférica.
A NOAA destaca que ainda existem incertezas sobre a intensidade do fenôeno nos próximos meses. Segundo o órgão norte-americano, nenhuma categoria específica de intensidade ultrapassa, até o momento, 37% de probabilidade.
Já a Defesa Civil catarinense afirma que alguns modelos meteorológicos apontam possibilidade de intensificação significativa durante a primavera, podendo atingir níveis fortes ou até muito fortes.
Os especialistas reforçam, entretanto, que um El Niño mais intenso não significa automaticamente impactos mais severos. O aumento da intensidade apenas eleva a chance de ocorrência de efeitos típicos do fenômeno, como mudanças nos padrões de temperatura e precipitação em diferentes partes do planeta.
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