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Jonatã Rocha/SecomGOVSC
Economia

Comércio varejista de Santa Catarina cresce acima da média nacional no início de 2026

Resultado do primeiro trimestre foi impulsionado principalmente pelos setores de supermercados, farmácias e materiais de escritório

Luan

Luan

Jonatã Rocha/SecomGOVSC

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O comércio varejista de Santa Catarina começou 2026 em ritmo de crescimento e apresentou desempenho superior à média nacional. Dados divulgados pelo IBGE apontam que o volume de vendas no estado avançou 4,4% no primeiro trimestre do ano, enquanto o índice nacional registrou alta de 2,4% no mesmo período.

O resultado reforça o cenário positivo da economia catarinense, mesmo diante de fatores que ainda impactam o consumo no país, como juros elevados e o aumento do endividamento das famílias.

Para o governador Jorginho Mello, o desempenho está ligado ao fortalecimento do ambiente de negócios e às políticas voltadas ao incentivo do empreendedorismo e da atividade econômica no estado.

Entre os segmentos que mais contribuíram para o crescimento do varejo catarinense está o setor de materiais para escritório, informática e papelaria, que teve expansão de 48,7% no trimestre. Também apresentaram crescimento os hipermercados e supermercados, com alta de 6,3%.

Outros setores que registraram avanço foram os de produtos farmacêuticos, cosméticos e perfumaria, além do segmento de combustíveis e lubrificantes, ambos com crescimento de 3,5%.

O secretário adjunto de Indústria, Comércio e Serviços, Edgard Usuy, destacou que o desempenho positivo do varejo também reflete a força das pequenas e médias empresas catarinenses, além do aumento da renda e da geração de empregos no estado.

Segundo ele, Santa Catarina mantém um cenário favorável ao consumo devido ao crescimento da renda média da população e à baixa taxa de desemprego, considerada a menor do país.

Apesar do avanço nas vendas, alguns setores apresentaram desaceleração no consumo. Conforme o Índice de Consumo das Famílias (ICF), divulgado pela Fecomércio/SC, houve redução na intenção de compra de itens como móveis e eletrodomésticos, que tiveram queda de 8,5%, além do setor de tecidos, vestuário e calçados, com retração de 7,2%.

Mesmo assim, o índice geral de consumo das famílias catarinenses permaneceu em 109,7 pontos em março, mantendo-se acima da linha considerada positiva pela pesquisa. O indicador demonstra que os consumidores seguem confiantes principalmente em relação ao emprego, renda e perspectivas profissionais, sustentando o nível de consumo no estado.


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