Brasil

Fraude no INSS: PF conclui primeira investigação e indicia 48 pessoas

A Polícia Federal concluiu nesta terça-feira (14) a primeira investigação da Operação Sem Desconto, que apura um esquema de descontos irregulares de mensalidades associativas aplicados sobre benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O inquérito resultou no indiciamento de 48 pessoas.

Entre os investigados estão o empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e o ex-presidente do instituto, Alessandro Stefanuto. Os nomes integram a relação de indiciados encaminhada pela Polícia Federal ao Supremo Tribunal Federal (STF).

O inquérito teve como foco a apuração de descontos supostamente realizados de forma irregular em benefícios de segurados vinculados à Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer).

As conclusões da investigação foram encaminhadas ao ministro André Mendonça, relator do caso no STF. Como o processo tramita em segredo de Justiça, a Polícia Federal não divulgou detalhes sobre os crimes atribuídos aos investigados nem o conteúdo do relatório final.

Investigação começou em 2025

A Operação Sem Desconto foi deflagrada pela Polícia Federal em abril de 2025 para investigar suspeitas de cobranças indevidas de mensalidades associativas diretamente nos benefícios pagos pelo INSS.

Segundo as investigações, milhares de aposentados e pensionistas teriam sofrido descontos sem autorização ou sem conhecimento prévio.

As estimativas apontam que, entre 2019 e 2024, aproximadamente R$ 6,3 bilhões podem ter sido descontados de forma irregular dos benefícios previdenciários.

Caso segue em andamento

Embora este seja o primeiro inquérito concluído dentro da operação, a apuração ainda não está encerrada. A expectativa é que novas investigações sejam finalizadas nos próximos meses, uma vez que a Polícia Federal continua analisando outros possíveis núcleos envolvidos no esquema.

Agora, caberá ao Ministério Público Federal analisar o material produzido pela investigação e decidir se apresenta denúncia à Justiça contra os indiciados. Enquanto isso, o processo permanece sob sigilo por determinação do Supremo Tribunal Federal.

Luan

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