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Fotos: Ibama, Divulgação
Estado

Operação fecha zoológico clandestino no Oeste de SC e apreende mais de 650 animais

Ibama aplicou mais de R$ 1,2 milhão em multas após identificar irregularidades.

Luan

Luan

Fotos: Ibama, Divulgação

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Uma operação realizada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) interditou um zoológico clandestino que funcionava de forma irregular no município de São Carlos, no Oeste de Santa Catarina. A fiscalização ocorreu na última terça-feira (7) e contou com o apoio do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) e da Polícia Militar Ambiental.

De acordo com o Ibama, o local estava registrado como criadouro de aves no Sistema de Controle e Monitoramento da Atividade de Criação Amadora de Pássaros (SisPass), mas, na prática, recebia visitantes mediante cobrança de ingresso, caracterizando a atividade de zoológico sem a autorização exigida pelos órgãos ambientais.

Durante a fiscalização, os agentes constataram diversas irregularidades, entre elas a manutenção de animais em condições inadequadas e a existência de documentação e notas fiscais consideradas fraudulentas para parte dos exemplares mantidos no local.

Ao todo, foram apreendidos 655 animais, incluindo espécies domésticas, silvestres nativas e animais exóticos. Até o momento, cerca de 294 já foram retirados da propriedade e encaminhados para atendimento especializado. Os demais permanecem em processo de remoção, já que algumas espécies, como aves de grande porte e animais aquáticos, exigem transporte específico e equipes especializadas.

Os animais silvestres foram destinados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), administrado pelo IMA, onde recebem cuidados veterinários. Já os animais domésticos foram encaminhados para propriedades da região.

A operação também resultou na emissão de seis autos de infração, que totalizam mais de R$ 1,2 milhão em multas por infrações à legislação ambiental. A visitação ao empreendimento foi suspensa e o local permanecerá fechado devido à ausência de licença de funcionamento e aos riscos sanitários identificados durante a fiscalização.


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