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Prefeito de Irani está entre os alvos de operação do Gaeco desta quinta-feira

Gaeco investiga esquema de fraudes em licitações e pagamento de propinas envolvendo contratos de tecnologia

Luan

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O prefeito de Irani, Vanderlei Canci (PP), está entre os alvos da operação Gaiola Digital, deflagrada na manhã desta quinta-feira (9) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco). A informação foi divulgada pelo portal NSC Total.

A nova fase da investigação, que tem desdobramentos da Operação Mensageiro, cumpriu 17 mandados de busca e apreensão em municípios catarinenses, entre eles Irani, Blumenau, Rio do Sul, Penha, Balneário Camboriú, Lages e Canoinhas. Não houve prisões.

Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), a operação apura a atuação de uma suposta organização criminosa especializada em fraudes em processos licitatórios, corrupção, lavagem de dinheiro e outros crimes contra a administração pública. O principal alvo da investigação é uma empresa de tecnologia sediada em Blumenau, suspeita de manipular licitações para a contratação de sistemas de gestão pública em diversos municípios catarinenses.

As investigações do Gaeco tiveram início em 2022 e foram reforçadas a partir de uma delação premiada que também contribuiu para o avanço da Operação Mensageiro. Conforme o MPSC, o grupo contava com o apoio de agentes públicos para inserir cláusulas restritivas em editais e estabelecer critérios técnicos que favoreciam previamente determinada empresa.

Imagem: redes sociais

Ainda de acordo com o Ministério Público, o esquema possuía uma estrutura organizada, com divisão de funções entre os envolvidos, incluindo a articulação com servidores públicos, elaboração de documentos técnicos, pagamento de vantagens indevidas e movimentações financeiras destinadas a ocultar a origem dos recursos.

As apurações também identificaram centenas de transações bancárias consideradas incompatíveis com a atividade empresarial regular, envolvendo milhões de reais. Entre as práticas investigadas estão saques fracionados e operações que teriam servido para abastecer um caixa clandestino utilizado no pagamento de propinas.

Em nota, a Prefeitura de Irani informou que permanece à disposição das autoridades e que irá colaborar integralmente com as investigações, prestando todos os esclarecimentos necessários.

A operação segue em andamento e o material apreendido será analisado para dar continuidade às investigações sobre o suposto esquema de corrupção e direcionamento de contratos públicos em Santa Catarina.

Nota

Sobre a operação realizada pelo Gaeco no município nesta data, cumpre esclarecer que a empresa responsável pela gestão do sistema possui contrato administrativo regularmente firmado com o Município, decorrente de processo licitatório realizado em observância aos princípios da legalidade, da publicidade, da competitividade e da ampla concorrência, conforme a legislação vigente.

O Município permanece à inteira disposição das autoridades competentes para prestar todos os esclarecimentos necessários, colaborar com as investigações e fornecer as informações e documentos que forem solicitados, contribuindo para a completa elucidação dos fatos.


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