Baixa adesão à vacina lota hospitais e UPAs com casos de gripe na região
Hospitais e UPAs da região estão lotados com casos de gripe e Covid-19, enquanto a adesão à vacinação patina em SC.
O reflexo da baixa adesão à vacinação já é visível na nossa região. UPAs e hospitais estão enfrentando superlotação devido ao aumento expressivo de doenças respiratórias. O impacto vai além da saúde: há um alto número de pessoas deixando de trabalhar por atestados médicos e muitas salas de aula vazias pela ausência de alunos diagnosticados com quadros fortes de gripe, H1N1 e até mesmo Covid-19.
Apesar do cenário de hospitais cheios, a procura pela imunização está muito abaixo do esperado. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES), até o momento, apenas um município catarinense (São Miguel da Boa Vista) conseguiu atingir a meta de vacinar 93% da população-alvo. Por outro lado, 137 cidades registraram cobertura inferior a 40%.
Entre as crianças, o índice não chega a 25%. Nos idosos, passa um pouco dos 41%. A situação preocupa as autoridades de saúde, já que a campanha estadual termina no próximo domingo, dia 31 de maio.
O impacto nas internações
A vacina é a principal barreira contra as formas graves das doenças respiratórias. Em 2026, Santa Catarina já contabilizou 600 hospitalizações por influenza (gripe). Desse total, 125 pacientes precisaram de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 50 mortes foram registradas.
“Estamos entrando na fase final da campanha e, infelizmente, as coberturas estão muito baixas. Temos observado um aumento dos casos de influenza, além de hospitalizações e óbitos de crianças e idosos. A vacina é fundamental para reduzir os casos graves. Quanto antes as pessoas se vacinarem, mais cedo estarão protegidas”, destacou João Augusto Fuck, diretor da Vigilância Epidemiológica de SC (DIVE).
Reta final e prevenção
O secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi, reforçou o apelo para que a população não deixe para a última hora. A vacina é gratuita e o Estado deve receber nesta semana uma nova remessa com 328 mil doses. O público-alvo inclui idosos, gestantes, pessoas com comorbidades e crianças de 6 meses a menores de 6 anos.
Além da imunização, os médicos da nossa região reforçam que, com a superlotação das unidades de saúde, é fundamental retomar cuidados básicos: higienização frequente das mãos, uso de máscaras em caso de sintomas gripais e evitar o contato próximo em ambientes fechados para frear a transmissão nas escolas e empresas.
Segurança e eficácia comprovadas
Especialistas em saúde reforçam que a vacina contra a influenza é extremamente segura e passa por rigorosos testes de qualidade todos os anos. Como é produzida com fragmentos do vírus inativado (morto), ela é incapaz de provocar a gripe em quem a recebe. Sua principal função é blindar o organismo contra as cepas mais agressivas e circulantes no momento — como o H1N1, H3N2 e a linhagem B —, preparando o sistema imunológico para um combate rápido. O grande trunfo da imunização não é apenas evitar o contágio, mas principalmente impedir a evolução para quadros respiratórios graves, como pneumonias, que são os responsáveis por lotar as UTIs e causar mortes, especialmente entre crianças pequenas e idosos.
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